Renan Santos fala em ‘banho de sangue’ de bandidos e defende bomba atômica do Brasil

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Candidato a presidente da República pelo partido Missão nas eleições de 2026, Renan Santos defendeu “banho de sangue” para bandidos que cometem crimes pelas ruas de cidades brasileiras como uma forma de diminuir os índices de violência pelo País. “Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é o dele (vítima). O sangue que tem que jorrar é o do bandido. (…) Falo do banho de sangue, pode não ser a coisa mais bonita de falar, mas bandido não pode ser juiz da sua vida, juiz dos seus sonhos”, afirmou ele durante sabatina na TV Globo nesta quarta-feira, 26.
Durante a entrevista, Santos também defendeu que o Brasil comece tratativas para construção de armas nucleares para fazer frente aos demais países do mundo. De acordo com o candidato, o Brasil não tem condições de ter bomba atômica pelos próximos 10 anos, mas deve começar estudos para desenvolvê-la diante do fim do pós-guerra. A defesa de Santos ocorre, segundo ele, para que o país não fique em posição inferior aos outros países. Para Santos, um dos meios para o Brasil se tornar uma das cinco maiores potenciais mundiais é discutir criação de bomba atômica. “Brasil precisa de construção de soberania. Brasil é vassalo da China, de acordo com a ação política do Lula no cenário global”, disse.
O candidato também defendeu ampliar a condição bélica do Brasil por meio de armamento nuclear para se proteger dos EUA com relação às terras raras. “EUA precisam do Brasil, pois hoje compram da China, segundo país com mais terras raras é o Brasil (…) Se os EUA, que são a nação hoje mais poderosa do mundo, não fizeram a lição de casa e deixaram a China ficar com todo o processamento de terra rara do mundo nesse instante e vê de maneira cobiçosa o Brasil, nós vamos ter que olhar para os americanos e entender. Se nós não tivermos meios de se defender, o que vamos fazer?”, questionou Santos durante a entrevista.
Guerra e retomada de território
O representante do partido Missão disse ainda que o Brasil vive uma guerra diária com o crime organizado e em um eventual governo dele vai retomar os territórios dominados por facções, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). “Crime organizado está em guerra com você, que virou refém. O que defendo é criação de uma guerra contra o crime organizado. Precisamos de uma guerra contra eles”, disse. Segundo Santos, o primeiro passo é modificar leis penais (Código Penal, Código de Processo Penal e Lei de Execuções Penais) para endurecer a legislação e não permitir que um traficante seja preso e pouco tempo depois solto. “Se não alterar a lei penal, não adiante fazer prisão de um traficante, que vai ser solto depois. A mudança legislação é essencial, que vai ser muito dura para traficante”, afirmou. Outro meio de endurecer o sistema penal, segundo Santos, é construir novos presídios. Para 10 penitenciárias com número de 30 mil e 40 mil vagas, o cálculo do presidenciável é de 6 bilhões de reais.
Descumprimento de decisões do STF
Durante a entrevista, Santos também afirmou que não cumprirá decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ilegais. “Decisão ilegal não se cumpre, isso é uma própria decisão do STF. Recentemente, o (ministro) Alexandre de Moraes decidiu, e classifico como grotesca, a derrubada de sigilo da fonte, que é cláusula pétrea”, citou ele como exemplo ao comparar com a pena de morte, também proibida no Brasil por ser cláusula pétrea. Santos citou um exemplo do que analisaria como decisão a não ser cumprida. “Há uma operação em uma favela contra o crime organizado, a população refém, pedindo ajuda, vem uma decisão do STF e pede para parar (operação), não vou cumprir”, disse. Ele afirmou ainda que, em casos do tipo, solicitará pareceres, por exemplo, à Advocacia Geral da União (AGU) antes de tomar as decisões.
Áudio de Mamãe Falei
Ainda durante a entrevista, Santos foi questionado sobre o áudio encaminhado pelo então deputado estadual paulista Artur do Val (Missão) durante os primeiros meses da guerra entre Rússia e Ucrânia, em que o ex-parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) citou que as mulheres ucranianas eram fáceis porque eram pobres. Santos classificou o áudio como ruim, mas era privado e que estava presente na viagem e gostaria de ter evitado. Santos também afirmou que o áudio não foi motivo para cassação de do Val, mas o fato de o então parlamentar ter sido combatido na Alesp.
Crise econômica
Por fim, Santos afirmou que um dos meios de se evitar crise econômica é obrigação vinculada de investimentos. “Tem municípios que a população envelheceu e não esta nascendo gente, o que obriga gastos maiores com saúde do que educação”, citou. A legislação atual obriga percentual mínimo de aplicação de recursos em diversas áreas, como saúde e educação. Caso o prefeito não faça, ele responderá até criminalmente por emprego irregular de verbas ou rendas públicas.
