Radicalismo cresceu durante frenético funeral de Khamenei; agora melhora?

Radicalismo cresceu durante frenético funeral de Khamenei; agora melhora?

Nada surpreendentemente, os dias seguidos de desfiles com o caixão do líder supremo Ali Khamenei insuflaram os mais radicais e propiciaram a retomada dos ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã, criando uma situação de extrema volatilidade não só no Oriente Médio como no mundo inteiro. O aumento no preço do petróleo é o sinal mais evidente disso.

A situação em que o cessar-fogo se transformou em fogo incessante é uma garantia de que as coisas vão piorar se não houver, rapidamente, uma renovação do protocolo de intenções entre os dois principais envolvidos.

Uma das maiores dúvidas é se a parte iraniana tem condições de bancar um acordo. Os defensores do entendimento saíram enfraquecidos do grande teatro público que foi o desfile do caixão por diversas cidades iranianas, e até algumas iraquianas onde os xiitas são maioria.

O site oposicionista Iran International, que funciona em Londres, apresentou um quadro diferente do que as imagens de multidões em prantos projetaram à primeira vista: “O funeral pretendia projetar união nacional, mas os ataques da linha dura contra o presidente e os negociadores, a ausência de ex-presidentes e as conclamações por vingança mostraram profundas divisões no establishment político iraniano”.

‘DAR UNS TAPINHAS’

O presidente Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi, os mais conhecidos envolvidos nas negociações, foram chamados de traidores que deveriam ser motos. Um vídeo de celular mostra o presidente sendo vaiado e até empurrado, com os seguranças quase perdendo o controle sobre a multidão agressiva.

Continua após a publicidade

Se os radicais tratam assim o seu próprio presidente, imaginem o que disseram de Donald Trump. Os pedidos de vingança e ameaças de morte podem ter influenciado a atitude do presidente americano, até recentemente muito conciliador em relação à agressividade iraniana. A retomada de bombardeios americanos, com as consequentes retaliações, cria o seguinte quadro: a não-guerra está cada vez mais parecida com a guerra.

Talvez os ânimos se acalmem com o fim das cerimônias fúnebres, mas o fato é que a linha dura conseguiu demonstrar força.

Segundo uma fonte americana ouvida pela Axios, os Estados Unidos estão preparados para confrontos que podem durar desde alguns dias ou até um mês. “Vamos dar um tapinha neles até entenderem que não estamos brincando”, foram as palavras literais.

Continua após a publicidade

Preventivamente, Trump não usou, na viagem de volta da Turquia, seu novo avião presidencial, um presente nada eticamente adequado do Catar, por ser menos inexpugnável a mísseis do que o modelo antigo. Segundo o Wall Street Journal, Israel avisou sobre planos concretos para uma tentativa de assassinato. Imaginem as consequências de um ataque ao presidente dos Estados Unidos.

Relembrando as palavras de Trump na Turquia: “Não quero mais lidar com o Irã. Eles são escória. São doentios. Malucos”.

Não foi exatamente uma declaração conciliadora.

Source link

Ultimas Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *