Quem é a cotada para ser o “Posto Ipiranga” de Flávio Bolsonaro
Eleições 2026
Ex-braço-direito de Paulo Guedes pode assumir a área econômica de um eventual governo
Daniella Marques foi presidente da Caixa | Foto: Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a contar com Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-braço-direito de Paulo Guedes, na construção de sua pré-campanha ao Planalto. Nos bastidores, o nome dela já circula entre aliados e agentes do mercado financeiro como uma possível escolha para comandar a área econômica em um eventual governo, função que rendeu a Guedes o apelido de “Posto Ipiranga” na campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
A entrada de Daniella no projeto também tem peso político. Recém-filiada ao Republicanos, ela é citada como possível nome para o Ministério da Fazenda, para uma eventual superpasta da Economia ou até para a vice na chapa de Flávio, que já disse querer uma mulher em posição de destaque. A movimentação ocorre em meio ao esforço do senador para melhorar sua imagem junto ao eleitorado feminino.
Formada em Administração pela PUC-Rio e com MBA em Finanças pelo Ibmec, Daniella tem cerca de duas décadas de carreira no setor financeiro. No governo Bolsonaro, atuou como uma das principais auxiliares de Paulo Guedes no Ministério da Economia, com papel de articulação política e organização das propostas defendidas pela equipe econômica.
Ela ganhou mais visibilidade em 2022, quando assumiu a presidência da Caixa após a saída de Pedro Guimarães, acusado de assédio moral e sexual. No banco, apostou na pauta do empreendedorismo feminino, lançou o programa Caixa pra Elas e abriu espaço para lideranças femininas na cúpula da instituição.
Apesar do currículo elogiado, o nome de Daniella ainda provoca dúvidas no mercado financeiro. Interlocutores reconhecem sua capacidade de gestão e articulação, mas questionam se ela teria experiência suficiente na formulação de políticas macroeconômicas para liderar a área econômica de um governo. Integrantes da pré-campanha também evitam cravá-la como uma nova versão de Guedes.
Com informações de O Globo
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