Por que Alckmin avalia que as tarifas de 15% impostas por Trump são boa notícia pro Brasil

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As tarifas globais de 15%, impostas por Donald Trump após a Suprema Corte americana revogar o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, são benéficas ao mercado brasileiro, avalia Geraldo Alckmin, que assumiu a presidência da República enquanto Luiz Inácio Lula da Silva viaja para o oriente. A afirmação foi feita neste domingo, 22, em visita à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo.
Para Alckmin, o Brasil ganhará competitividade com a medida: “É positivo para o Brasil por duas razões. Primeiro, que nós tínhamos uma alíquota mais alta em relação aos demais competidores. Muitos países tinham 10%, 15% e nós 50%. Então, isso ajudou muito a competitividade dos produtos brasileiros para a gente poder exportar mais para os Estados Unidos, conquistando mais mercado, gerando emprego, renda no Brasil. E é justa, porque a tarifa média de entrada dos produtos americanos no Brasil é 2,7%. E os Estados Unidos tem déficit com o mundo inteiro, praticamente”, disse.
O presidente em exercício, que acumulua também o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviço lembrou que uma reunião prevista para o mês que vem, entre Trump e Lula pode pavimentar a abertura de mercados nos dois países. “Tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula, agora em março, para os Estados Unidos, para a gente conseguir abordar ainda além das questões tarifárias, questões não tarifárias”, afirmou.
As falas de Geraldo Alckmin em Aparecida ocorreram durante o lançamento da Campanha da Fraternidade, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, cujo tema é “Fraternidade e Moradia”.
