Polícia investiga morte de radialista no sul de Goiás

Polícia investiga morte de radialista no sul de Goiás

O homem suspeito de matar o radialista Célio Silva Pereira, de 66 anos, no último sábado (1º) em uma chácara de Cromínia, no sul de Goiás, já havia sido preso preventivamente por descumprir medidas protetivas solicitadas pela mulher que estava com o comunicador. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu em janeiro deste ano, após o investigado ameaçar a ex-companheira e tentar reatar o relacionamento, que havia terminado meses antes.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Leylton Barros, após o término, a mulher procurou a delegacia e pediu proteção. O suspeito teria descumprido as determinações judiciais e, por isso, foi preso. Ele permaneceu poucos dias detido e foi colocado em liberdade.

Meses depois, a mulher iniciou um relacionamento com Célio Silva, com quem estava há cerca de quatro meses. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por ciúmes.

Conforme o delegado, o suspeito, apesar de ser considerado primário, já respondia a dois inquéritos antes da morte do radialista: um por injúria e ameaça e outro por ameaça e descumprimento de medida protetiva.

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Célio Pereira no trabalho (Foto: reprodução)

Crime

O ataque aconteceu durante a madrugada de sábado (1º), em uma chácara de Cromínia, no sul de Goiás. Segundo familiares, Célio estava no local quando foi surpreendido pelo suspeito.

A filha do radialista, Geanine, relatou ao Mais Goiás que o pai teria sido atingido pelas costas ao tentar defender a companheira, que também foi ferida e permanece internada em estado grave. Célio foi velado por volta das 22h de domingo (2/8) e sepultado na mesma noite, em Pontalina.

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Célio ao lado da filha Geanine (Foto: reprodução)

Investigação

A Polícia Civil apura se o suspeito recebeu ajuda para fugir após o crime. Segundo o delegado Leylton Barros, o que está confirmado até o momento é que ele chegou e deixou a chácara sozinho.

As imagens das câmeras de segurança da propriedade foram solicitadas pela Polícia Civil e serão encaminhadas para análise pericial. O material do DVR está sendo avaliado para verificar quais informações podem ser extraídas.

De acordo com Leylton, as gravações devem complementar a investigação, mas não são consideradas determinantes para a conclusão do caso, considerando que a autoria e a materialidade do crime já estão definidas.

Célio e suas filhas (Foto: reprodução)

Quem era Célio Silva

Célio Silva, conhecido como Celim, era radialista e locutor da Rádio Fênix, em Pontalina. Além da atuação na comunicação, trabalhou por mais de 30 anos com transporte de encomendas entre Goiânia, Pontalina e cidades da região.

Segundo a filha Geanine, o pai continuava trabalhando no rádio mesmo após se aposentar, por ser uma atividade pela qual tinha grande paixão. Ele era pai de cinco filhas, avô de nove netos e aguardava o nascimento do primeiro bisneto.

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Fonte Original Mais Goias

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