Polícia conclui investigação e diz quem matou cão Orelha em Santa Catarina

Polícia conclui investigação e diz quem matou cão Orelha em Santa Catarina

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Na véspera do dia que completaria um mês da morte do cão comunitário Orelha, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira, 3, as investigações e identificou o adolescente que assassinou o animal. O inquérito foi enviado ao Ministério Público, que pode propor a ação de apuração de ato infracional (o equivalente à ação penal para maiores de idade). A Polícia pediu a internação do adolescente.

Apenas um dos quatro adolescentes identificados como suspeito foi apontado como culpado. A Polícia conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram ele chegando e saindo do local onde o cão foi agredido. No depoimento prestado aos delegados do caso, ele mentiu sobre onde estava naquele horário. O adolescente fez uma viagem aos Estados Unidos, para a Disney, que segundo sua família estava “pré-agendada”. No dia em que ele chegou no Brasil, policiais apreenderam com ele o mesmo moletom e o mesmo boné que ele usava nas filmagens. Um parente que o acompanha no voo tentou esconder o acessório quando os policiais abordaram o rapaz, o que chamou a atenção dos investigadores.

Laudos periciais sobre a causa da morte de Orelha mostraram que ele sofreu traumatismo craniano provocado por instrumento contundente — na prática, pode ter sido um chute, uma garrafa ou uma barra de ferro, por exemplo. Ao ser interrogado, o adolescente, que não sabia que os policiais já tinham as imagens dele no local e no horário do crime, também se contradisse em outros pontos. A Polícia catarinense usou um software francês que confirmou a localização do adolescente no momento do crime. Na nota que informa sobre a conclusão das investigações, a Polícia afirma que o sigilo das diligências foi importante para impedir, por exemplo, que o adolescente fugisse do país. Três adultos já foram indiciados por ameaçarem e coagirem testemunhas do caso.

Outro lado

A assessoria de imprensa dos advogados contratados pela família do adolescente apontado pela Polícia como assassino do cão Orelha divulgou uma nota dizendo que as provas colhidas são “meramente circunstanciais”.

“Nota à imprensa

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Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.”

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