O motivo para falta de empenho de Michelle na campanha de Flávio, segundo Valdemar

Em jantar com empresários nas imediações da Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta segunda-feira, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou que exista um “racha” na família Bolsonaro e que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não entrou de forma enfática na campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) porque “não tem tempo de nada”, mas que ela “vai entrar para valer”.
Segundo o cacique, a ex-primeira-dama está empenhada em cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
“Nunca existiu um racha, o que existe é o seguinte, a Michelle Bolsonaro não tem tempo de fazer nada, ela faz a comida pro Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido e nem o pai na situação que o Bolsonaro está, esse é o grande problema”, explicou o cacique.
Para Valdemar, além de Michelle, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são pilares fundamentais da campanha de Flávio e precisam “trabalhar para valer” porque, em caso de uma derrota do senador nas eleições deste ano, Jair Bolsonaro poderá ficar mais oito anos na prisão.
“Eu quero dizer que a eleição do Bolsonaro é vida ou morte para nós, ou nós ganhamos a eleição, ou Bolsonaro fica mais oito anos preso sem ter cometido nenhum crime (…). O Nikolas, o Tarcísio aqui em São Paulo, precisam trabalhar para valer. O Tarcísio e a Michelle. Esses três, né? A Michelle é um fenômeno. Não tenho dúvida que todo mundo vai entrar na campanha para valer. O Flávio vai começar a conversar com todo esse pessoal com calma. O Flávio não teve tempo para isso ainda”, explicou.
“Vices” de Flávio
Diante da indefinição, até o momento, sobre quem vai compor a chapa com Flávio Bolsonaro na corrida ao Planalto, neste ano, Valdemar Costa Neto afirmou que a senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seriam “ótimas” opções.
De acordo com Valdemar, a ex-ministra tem um “carisma que ninguém tem”.
Ponderou, contudo, que o vice “ideal” do senador seria Zema, que, apesar de não ser bem avaliado em pesquisas no país como um todo, traria muitos votos do estado mineiro à candidatura de Flávio. Votos oriundos de Minas Gerais, de fato, costumam figurar como um fator “decisivo” para os postulantes à Presidência.
“Não sei, eu adoro a Tereza Cristina, acho que ela tem um carisma que ninguém tem, mas eu acho que por exemplo o Zema seria um candidato ideal por causa dos votos de Minas Gerais, porque o Zema pode não estar bem avaliado no Brasil, mas em Minas ele está bem avaliado, isso não tem preço para nós, porque Minas é Minas, né?”, ressaltou.
