O motivo da acusação de premiê britânico a Elon Musk

O motivo da acusação de premiê britânico a Elon Musk

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, acusou nesta quinta-feira, 4, o empresário Elon Musk de tentar “semear a discórdia” no país. A fala segue declarações do bilionário sobre o assassinato em dezembro passado do estudante Henry Nowak, em Southampton, no sul da Inglaterra.

“Musk, mais uma vez, tem interferido na nossa política nos últimos dias, tentando fomentar a divisão”, disse Starmer.

Musk, que é dono da rede social X, antigo Twitter, publicou diversas mensagens na plataforma sobre a resposta da polícia ao esfaqueamento do estudante.

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O autor do crime, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira 1°, com pena mínima de 21 anos. Durante o ataque, Digwa alegou falsamente aos policiais que havia sido vítima de uma agressão racista praticada por Nowak. Ao chegar ao local, os agentes passaram a tratar o jovem ferido como suspeito antes de perceberem a gravidade de seus ferimentos.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens das câmeras corporais, nas quais Nowak aparece deitado na rua dizendo “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”. Um policial, então, responde: “Acho que não, amigo”. Ele morreu pouco depois da abordagem.

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Manifestantes confrontam a polícia de choque perto do local onde Henry Nowak morreu durante um ato contra a atuação policial no caso, em 2 de junho de 2026, em Southampton, Inglaterra.
Manifestantes confrontam a polícia de choque perto do local onde Henry Nowak morreu durante um ato contra a atuação policial no caso, em 2 de junho de 2026, em Southampton, Inglaterra. (Finnbarr Webster/Getty Images)

O episódio passou a ser explorado por figuras da extrema direita britânica para atacar os direitos das minorias étnicas. O político Nigel Farage, do partido anti-imigração Reform UK, alegou que o episódio revela um tratamento desigual entre brancos e minorias étnicas pelas autoridades. “O medo de ser chamado de racista era maior do que lidar com o assassinato de Henry Nowak”, disse ele em comunicado.

Na terça-feira, após a condenação de Digwa, manifestantes entraram em confronto com a polícia em Southampton durante um protesto pela morte de Nowak. Segundo as autoridades locais, centenas de pessoas participaram da manifestação, que terminou com objetos sendo arremessados contra agentes. Ao menos 11 policiais e um cão da corporação ficaram feridos.

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, criticou os atos de violência e acusou ativistas de explorarem a tragédia para ampliar divisões sociais. Ela destacou que a família de Nowak pediu que a morte do jovem não fosse usada para promover ódio ou tensões raciais e afirmou que os responsáveis serão responsabilizados.

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