O desempenho de Ratinho Júnior nas últimas pesquisas presidenciais

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Antes de sair da corrida presidencial, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, chegou a se consolidar como um dos nomes mais competitivos fora da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. As pesquisas mais recentes indicavam avanço gradual, força regional relevante e um diferencial importante: baixa rejeição — combinação que o colocava como uma alternativa viável no tabuleiro eleitoral.
Ratinho Júnior vinha crescendo nas pesquisas?
Levantamentos indicavam uma trajetória de alta, sobretudo em cenários de segundo turno.
Na pesquisa Meio/Ideia mais recente, de 11 de março, Ratinho aparecia com 40,7% contra 46,5% de Lula, após ter marcado 37% e 38% nos meses anteriores — sinal de crescimento consistente.
Onde ele era mais competitivo?
O desempenho mais expressivo estava concentrado no Sul e no Sudeste, regiões-chave da disputa.
No Sul, Ratinho chegava a 65,5% contra 31,4% de Lula. No Sudeste, também aparecia à frente, com 49,9% contra 43,4%.
Esses números indicavam forte apelo em áreas com grande peso eleitoral.
Como aparecia no primeiro turno?
Apesar do bom desempenho em confrontos diretos, Ratinho ainda tinha baixa pontuação no primeiro turno.
Na pesquisa Genial/Quaest de 11 de março, aparecia com cerca de 7% das intenções de voto, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.
E no segundo turno contra Lula?
Os dados variavam, mas indicavam competitividade.
Na Quaest, tinha 33% contra 42% de Lula. Já no Datafolha, a diferença era menor: 45% a 41% — um dos melhores desempenhos entre os nomes da direita testados contra o presidente.
A baixa rejeição era o principal trunfo?
Ratinho se destacava por ter o menor índice de rejeição entre os principais nomes testados.
Segundo a Meio/Ideia, ele tinha 14,8%, contra 43,6% de Lula e 34,5% de Flávio Bolsonaro.
O dado indicava potencial de crescimento em um cenário ainda aberto.
O cenário eleitoral favorecia novos nomes?
As pesquisas mostravam um eleitorado volátil.
Cerca de 42% dos brasileiros diziam que ainda poderiam mudar de voto, abrindo espaço para candidatos fora da polarização tradicional.
Por que Ratinho era visto como alternativa?
O governador integrava o grupo de presidenciáveis do PSD, ao lado de Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, e chegou a ser apontado como o nome mais competitivo da sigla em alguns cenários.
Mesmo sem romper a liderança de Lula, seu desempenho indicava capacidade de disputa em um eventual segundo turno.
O que explica sua saída do cenário?
Apesar do desempenho nas pesquisas, Ratinho não chegou a se consolidar como candidato definitivo do PSD, e seu espaço dependia da decisão interna do partido — que avaliava diferentes nomes para a disputa.
Sua saída ocorre após um período em que chegou a figurar como alternativa viável, mas sem ultrapassar a barreira da polarização dominante.
