No Congresso, Flávio Bolsonaro é o nome mais citado para liderar a direita brasileira
Se o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em dezembro, havia levantando desconfianças sobre a força do bolsonarismo nas eleições presidenciais, o nome do senador para a sucessão de Jair Bolsonaro parece estar se consolidando na política nacional. Uma pesquisa divulgada pelo Ranking dos Políticos nesta sexta-feira, 20, aponta o nome do “Zero Um” como o mais cotado entre deputados e senadores para liderar a direita no Brasil.
Na Câmara, o nome de Flávio como próximo líder da direita brasileira é citado por 48,1% dos deputados federais, chegando a 95% entre os parlamentares de direita. O senador desbancou o favoritismo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparecia com 48,6% de apoio no levantamento publicado em novembro do ano passado, quando o Zero Um ainda não havia sido publicamente ungido pelo pai como pré-candidato.

O mesmo movimento é observado no Senado, onde 46,7% dos parlamentares veem Flávio como principal liderança da direita nacional — no recorte ideológico da direita, o senador é citado por 83,3% dos colegas. No intervalo de aproximadamente três meses, o nome de Tarcísio de Freitas passou de 44,5% para 20% no quadro geral.

Senadores veem Tarcísio como melhor nome para unificar a direita nas eleições
A despeito do crescente consenso em torno de Flávio como representante máximo da direita, ainda há grupos dentro do Congresso que questionam sua capacidade de “pacificar” os direitistas para as eleições. No Senado, em particular, é forte a corrente que defende Tarcísio de Freitas como o nome mais capaz de unificar o fragmentado campo da oposição na corrida ao Planalto em 2026.
Entre os senadores, passa de um terço (36,7%) a parcela que vê Tarcísio como o político mais cacifado para “unificar a direita em torno de uma chapa única competitiva” — grupo que chegava a 55,6% em novembro –, enquanto Flávio é apontado por 23,3% como o nome ideal para a mesma tarefa. Curiosamente, o “favoritismo” pelo governador paulista é hegemônico entre os senadores de esquerda (60%) e centro (42%), enquanto os direitistas indicam apoio massivo a Flávio (66,6%).

O Ranking dos Políticos entrevistou 108 deputados federais de 18 partidos e 30 senadores de 12 partidos, conforme os critérios de proporcionalidade partidária em cada Casa, entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro. O índice de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é estimada em 6,5 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos.
