Namorada de radialista morre após ataque em Cromínia

Namorada de radialista morre após ataque em Cromínia

A cuidadora Lucivane Batista Tavares morreu na última terça-feira (4), três dias depois de ser atacada pelo ex-companheiro na chácara onde morava, em Cromínia. A informação foi confirmada ao Mais Goiás pelo delegado Leylton Barros. A vítima namorava o radialista Célio Pereira, que foi morto a golpes de faca na madrugada de sábado (1º) ao tentar defender a mulher das agressões, segundo a Polícia Civil (PC). 

Lucivane estava internada Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), segundo a filha de Célio, Geanine Pereira. O Mais Goiás entrou em contato com a unidade de saúde, que comunicou não repassar informações de pacientes. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), que não descartou a possibilidade da participação de terceiros no crime.

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Linha de investigação

A PC investiga se o suspeito de matar o radialista e ex-companheira recebeu ajuda para fugir após o crime. Segundo a corporação, o homem chegou e deixou o local da ocorrência sozinho, mas a possível participação de terceiros na fuga ainda é apurada.

Morte do radialista

Célio foi morto com golpes de faca após tentar defender a namorada de uma agressão do suspeito. O homem fugiu após o ataque e segue sendo procurado. De acordo com a PC, o casal havia encerrado um relacionamento de alguns meses e, após a mulher iniciar uma nova relação com o radialista, o suspeito teria cometido o crime motivado por ciúmes.  

Lucivane tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que chegou a ser preso preventivamente em janeiro deste ano após descumprir a determinação judicial. O radialista, segundo a filha da vítima, estava namorando Lucivane há cerca de quatro meses. 

Quem era Célio Pereira?

Além da atuação como radialista, Célio Pereira também trabalhou por mais de 30 anos com transporte de encomendas entre Goiânia, Pontalina e cidades da região. Segundo a filha Geanine, ele mantinha uma rotina intensa de trabalho e acordava diariamente por volta das 3h30 para realizar as entregas. “A gente tinha medo de que acontecesse alguma coisa com ele na estrada, nunca imaginou que seria assim”, afirmou. 

Aos 66 anos, Célio já era aposentado, mas continuava atuando como locutor por paixão. Para a filha, o rádio era uma das maiores realizações do pai. “Ele não precisava mais trabalhar como radialista, mas era o que mais o orgulhava. A paixão dele era pegar um microfone”, disse.

Célio era pai de cinco filhas, avô de nove netos e aguardava o nascimento do primeiro bisneto. Segundo Geanine, ele era uma pessoa saudável, muito ligada à família e à fé católica. O radialista frequentava semanalmente a missa de São Expedito, no Jardim América, em Goiânia. O radialista foi sepultado na noite de domingo (2), em Pontalina, onde morava.

Fonte Original Mais Goias

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