Morte por PMMA em Goiânia: defesa de médica diz que exames foram solicitados e avaliados

Morte por PMMA em Goiânia: defesa de médica diz que exames foram solicitados e avaliados

A defesa da médica Eline Corrêa, responsável procedimento estético com PMMA, que levou à morte de Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, em Goiânia, informou ao Mais Goiás que “a paciente recebeu acompanhamento médico adequado, tendo sido previamente solicitados e avaliados os exames necessários, conforme os protocolos adotados”. A manifestação foi enviada ao portal nesta terça-feira (17).

Na última semana, a filha da mulher, a servidora pública Jéssica Keller, disse que não ocorreram exames adequados. Isabel, que também é mãe do vereador de Leopoldo de Bulhões, Júnior Gonzaga, morreu por complicações causadas após o procedimento realizado em uma clínica do Setor Marista, em Goiânia. A família pede que a investigação apure se houve falhas na avaliação médica e no acompanhamento da paciente.

Ainda conforme os advogados da médica, Auro Jayme e Cassiano Peliz, “Desde o início, a defesa e a profissional vêm colaborando integralmente com as investigações, colocando-se à disposição para todos os esclarecimentos necessários”. Além disso, reforçam que Eline sempre exerceu a medicina com observância rigorosa dos critérios técnicos, éticos e de segurança exigidos na prática médica. “Em respeito ao sigilo profissional, à família e ao regular andamento das investigações, não serão divulgados detalhes neste momento, aguardando-se a conclusão dos laudos oficiais.”

Complicações

Segundo Jéssica, a mãe tinha diabetes, mas a condição não estaria controlada no momento em que os exames foram apresentados para a médica responsável pelo procedimento. “Eles falam que o procedimento só é feito com diabetes controlada. Mas por que não fizeram uma conduta individualizada com a minha mãe? Eu levei os exames e a diabetes dela nem controlada estava. Ela nem poderia estar fazendo esses exames pré-procedimento”, afirmou.

A filha também diz que a avaliação médica inicial ocorreu de forma online, e que Isabel só teria sido examinada presencialmente no dia da aplicação do PMMA. “A consulta foi online. Ela [médica] só viu minha mãe pessoalmente no dia do procedimento. Está certo isso? Uma consulta online para um procedimento desse porte?”, questionou.

Jéssica afirma que entrou em contato com outros pacientes atendidos na mesma clínica, mas realizados com outros médicos, e que o processo de avaliação teria sido bem diferente. Segundo ela, os pacientes passaram por um conjunto maior de exames antes de realizar o procedimento. “Com outros pacientes fizeram uma série de exames, fez um check-up de pé à cabeça, fez até risco cirúrgico. Por que essa conduta também não foi feita com a minha mãe?”, disse.

Isabel morreu em 8 de março após dias de internação em um hospital de Anápolis.

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Vaso sanguíneo

A filha também questiona os cuidados indicados após a intervenção estética. Segundo ela, Isabel foi liberada para casa no mesmo dia e recebeu apenas medicamentos para dor, náusea e hematomas. “Minha mãe saiu da clínica tomando só remédio para dor, para vômito e para roxo. Não teve antibiótico, não teve anticoagulante”, afirmou.

De acordo com a família, cerca de cinco dias após o procedimento, Isabel começou a apresentar dores intensas e acúmulo de líquido na região onde o produto foi aplicado. Ela retornou ao Instituto aproximadamente nove dias depois, quando foi realizada uma drenagem.

Segundo Jéssica, durante o procedimento também foi retirada uma quantidade de sangue, e a médica teria comentado que poderia ter atingido um vaso sanguíneo.

“Quando minha mãe voltou lá, não tiraram só o seroma. Tiraram seroma e sangue. A médica falou que podia ter “pegado um vasinho”. Minha mãe sendo diabética, por que não entrou com anticoagulante naquele momento?”, questionou.

Para a filha, exames simples poderiam ter ajudado a identificar possíveis complicações. “Por que não pediram um hemograma, um PCR [Proteína C Reativa, exame de sangue que indica inflamação ou infecção no corpo], um exame básico para ver se já tinha alguma infecção começando?”, disse.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Nota da defesa:

A defesa e a médica Dra. Eline Corrêa, inscrita no CRM nº 12.597, manifestam profundo pesar pelo falecimento de sua paciente, fato recentemente divulgado pelos meios de comunicação.

Neste momento, expressam solidariedade aos familiares e amigos, reiterando respeito diante da dor causada pela perda.

A Dra. Eline Corrêa é profissional com atuação consolidada na medicina, sempre tendo exercido sua atividade com observância rigorosa dos critérios técnicos, éticos e de segurança exigidos na prática médica.

Os fatos relacionados ao atendimento encontram-se sob apuração pelas autoridades competentes. Desde o início, a defesa e a profissional vêm colaborando integralmente com as investigações, colocando-se à disposição para todos os esclarecimentos necessários.

Destaca-se que a paciente recebeu acompanhamento médico adequado, tendo sido previamente solicitados e avaliados os exames necessários, conforme os protocolos adotados.

Em respeito ao sigilo profissional, à família e ao regular andamento das investigações, não serão divulgados detalhes neste momento, aguardando-se a conclusão dos laudos oficiais.

A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, ressaltando que todos os fatos serão devidamente esclarecidos com base em critérios técnicos e científicos.

Novas manifestações serão realizadas oportunamente, nos canais adequados.

Defesa:
Auro Jayme – OAB/GO 37.800
Cassiano Peliz – OAB/GO 23.511

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Fonte Original Mais Goias

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