Moro se irrita ao ser questionado sobre PF no governo Bolsonaro e pede ‘outra pergunta’

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Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 6, o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná nas eleições deste ano, demonstrou irritação ao ser questionado sobre como será a condução da Polícia Federal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Um dos jornalistas perguntou se existe a possibilidade de Flávio tentar controlar a PF como Moro afirmou em 2020 — ao pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública — sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Cinco anos depois, o senador se esquivou da pergunta e respondeu com críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Olha, o que a gente vê… Vamos ver o que está acontecendo nesse governo. Nesse governo, o que nós temos de volta? A roubalheira do PT. Roubaram até os aposentados e pensionistas. Eu acho que esse é o crime mais vergonhoso da história do país”, disse em trecho da resposta.
“E quem está lá suspeito, está envolvido? O filho do presidente Lula. Então, a gente vê até a Polícia Federal fazendo hoje um bom trabalho, mas por quê? Está sendo conduzido com mão firme e independente do ministro André Mendonça. Quem indicou o ministro André Mendonça? Jair Bolsonaro. Então, vamos colocar as coisas no devido lugar (…) Então, vamos colocar a realidade e sem produzir factoides”, completou Moro.
Houve insistência na pergunta e novamente o senador não respondeu à pergunta feita pelos jornalistas, que questionaram o fato de ele ter sido ministro do governo Bolsonaro, quando já havia desvios no INSS. “Outra pergunta”, disse Moro.
Em 2020, Moro deixou o governo Bolsonaro ao acusar o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal. À época, o senador Flávio Bolsonaro era investigado por suspeita de “rachadinha” em seu gabinete na época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro. O caso contra o hoje pré-candidato à Presidência da República foi arquivado. Flávio sempre negou as acusações e sustentou que se tratava de narrativa para atingi-lo por ser filho do então chefe do Poder Executivo federal.
