Mogno plantado por estudantes em 1958 será retirado do Centro de Goiânia neste sábado (7)

Mogno plantado por estudantes em 1958 será retirado do Centro de Goiânia neste sábado (7)

MEIO AMBIENTE

Comurg afirma que árvore plantada em 1958 apresenta risco de queda e será substituída após laudos apontarem danos na estrutura

Retirada de árvore mogno histórico começa neste sábado (07) no Centro de Goiânia (foto: Reprodução/Comurg)

A retirada de um mogno plantado por estudantes em 1958 em frente à Casa da Memória, no Centro de Goiânia, começa neste sábado (7). A operação será realizada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e deve seguir até domingo (8), após laudos técnicos apontarem risco iminente de queda da árvore.

O mogno fica na Rua 20, em frente à Casa da Memória da Justiça Federal em Goiás, prédio histórico localizado no Setor Central. Cerca de 50 profissionais da Comurg participarão da operação, incluindo equipes de poda, transporte de material e segurança do trabalho. A Justiça Federal dará apoio logístico e disponibilizará dois guindastes para auxiliar na remoção.

A área será isolada durante os trabalhos e haverá interdição temporária da via. Segundo a Secretaria de Engenharia de Trânsito de Goiânia (SET), o trânsito na Rua 20 será desviado para a Rua 14, com acesso liberado apenas para moradores da região. A concessionária de energia também foi acionada para adotar medidas de segurança durante a operação.

Laudos indicaram risco de queda

A retirada da árvore foi recomendada após avaliações técnicas feitas por especialistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Os estudos apontaram comprometimento estrutural do mogno, com inclinação acentuada, cavidades internas e presença de galhos mortos.

De acordo com relatório emitido em abril de 2025, a inclinação progressiva da árvore, somada à perda de resistência da madeira, indica risco de queda do tronco ou de galhos, o que poderia colocar em perigo pedestres, servidores e o patrimônio histórico da região.

Histórico da árvore

O mogno foi plantado em 1958 por estudantes da universidade que funcionava no antigo casarão que hoje abriga a Casa da Memória. Décadas depois, a árvore recebeu proteção ambiental e foi declarada imune ao corte pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, órgão posteriormente incorporado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Após nova perícia técnica realizada neste ano, o Ibama revogou a proteção que impedia a retirada da árvore e autorizou a intervenção por razões de segurança.

Destino do tronco e compensação ambiental

Parte do tronco será preservada para fins institucionais e históricos. Um segmento será destinado à universidade e outro à Justiça Federal. A família do imigrante polonês Boleslaw Daroszewski, pioneiro de Goiânia ligado à história da árvore, também solicitou um pedaço do tronco e teve o pedido atendido pela Comurg.

O restante da madeira poderá ser utilizado na produção de mobiliário público ou encaminhado para compostagem e uso em praças e canteiros da cidade.

Como medida compensatória, a prefeitura realizará o plantio de 50 mudas de espécies nativas do Cerrado em diferentes pontos da capital, seguindo orientações técnicas da área ambiental.

Fonte Original Mais Goias

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