Justiça condena prefeito de Diadema por associar assessor de Lula ao PCC

O prefeito de Diadema, Takaharu Yamauchi, foi condenado pela Justiça Eleitoral por tentar associar o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ao PCC. A pena aplicada é de seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, além de 10 dias-multa.
Segundo a decisão, Yamauchi confundiu o servidor intencionalmente, durante um debate eleitoral, com o líder da facção criminosa, Marcos Willians Herbas Camacho, que tem o mesmo apelido e cumpre pena de 330 anos por diversos crimes na Penitenciária Federal de Brasília.
A juíza eleitoral Clarissa Rodrigues Alves, da 258ª Zona Eleitoral de São Paulo, afastou as teses da defesa de ausência de dolo e de mera reprodução de conteúdo jornalístico, e considerou que as notícias mencionadas pelo acusado em momento algum associaram o auxiliar do presidente ao crime organizado, vínculo criado exclusivamente pelo réu no contexto da propaganda eleitoral.
Em agosto de 2024, Yamauchi aproveitou que estava participando de um debate eleitoral para tentar associar o assessor de Lula ao PCC. Ele insinuou que o chefe de gabinete do petista teria responsabilidade no envio irregular de recursos federais à Prefeitura de Diadema, supostamente não empregados nas obras às quais se destinavam.
“O Brasil vem sofrendo há muito tempo com crime organizado, inclusive o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui para Diadema, conforme denunciado pela mídia. E o pior é que esse dinheiro não chegou para população. A pergunta é simples, candidato, cadê o dinheiro? Tá vindo de táxi”, questionou Yamauchi ao candidato José de Filippi Júnior, seu adversário nas urnas.
