Justiça condena pastor de Valparaíso que pedia para jovem passar ‘óleo ungido’ no corpo

Justiça condena pastor de Valparaíso que pedia para jovem passar ‘óleo ungido’ no corpo

DECISÃO

Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos, se aproveitava da liderança religiosa e da depressão da vítima para cometer abusos, conforme as autoridades

Pastor Gilvan Gonçalves dos Santos (Foto: Divulgação/PCGO)

A 2ª Vara Criminal de Valparaíso condenou o pastor evangélico Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos, a 17 anos de reclusão em regime inicialmente fechado por um do crime de estupro de vulnerável cometido contra uma frequentadora de sua congregação. A decisão é do último dia 2 de março.

Vale lembrar que o religioso foi preso pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) em 16 de julho do ano passado. O mandado de prisão preventiva foi cumprido após denúncias anônimas que indicaram o paradeiro do acusado em um apartamento no Jardim Ingá, em Luziânia, residência de um fiel. Após horas de negociação, o suspeito se entregou aos agentes.

Gilvan é acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 14 anos em Valparaíso de Goiás. O crime veio à tona após a adolescente relatar à mãe que o pastor, líder de uma igreja que ela frequentava há poucos meses, começou a enviar mensagens e áudios de conteúdo sexual.

Segundo as investigações, Gilvan se aproveitou da vulnerabilidade emocional da vítima, que passava por um momento de depressão, para cometer os abusos. Nas conversas, o homem pedia que a jovem aplicasse “óleo ungido” no corpo, a chamava de “bebezinha” e solicitava áudios de sua voz.

Em seguida, passou a fazer perguntas de cunho sexual e tentou realizar chamadas de vídeo, nas quais pediu que a adolescente mostrasse a cor da calcinha e se deitasse na cama. Assustada, a vítima contou tudo à mãe, que registrou ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que Gilvan já tinha passagem por crime semelhante em 2022, quando abusou de uma criança de 10 anos sob seus cuidados. O modus operandi era o mesmo: aproximação por meio de mensagens com pretexto religioso, seguido de assédio sexual.

Polícia Civil reforça a importância de denúncias em casos de abuso sexual, que podem ser feitas anonimamente pelo Disque 180 ou em qualquer delegacia especializada.

O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa do pastor, mas mantém o espaço aberto, caso haja interesse.

Fonte Original Mais Goias

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