Jogador do Inter é suspenso até que Pec retorne aos treinos
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu nesta terça-feira (28/07) o zagueiro Victor Gabriel, do Internacional. O defensor, que provocou uma fratura na perna de Gabriel Pec, do Cruzeiro, foi punido com a suspensão até que o rival retorne aos treinamentos, com prazo máximo de 180 dias.
Victor Gabriel, jogador do Internacional, foi julgado pelo artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala sobre jogada violenta. Porém, o STJD acrescentou um agravante, que está no parágrafo terceiro. “Na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento”.
O lance ocorreu no dia 22 de julho, na vitória do Inter sobre o Cruzeiro, por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro. Pelo lance, Victor Gabriel recebeu cartão vermelho e foi expulso. Já Gabriel Pec teve uma fratura na tíbia da perna esquerda e passou por cirurgia. A expectativa é para que ele retorne aos treinos em até quatro meses.
Depois do ocorrido, Victor Gabriel fez um pedido de desculpas para Pec nas redes sociais. No julgamento do STJD, o defensor também fez questão de mostrar solidariedade ao companheiro de profissão. “Desde aquela noite, tem sido dias difíceis para mim. Saí de casa para momentos de felicidade. São noites em claro que oro por ele. Peço desculpas de todo o meu coração a todo o pessoal do Cruzeiro”, falou.
Áudio Falso
Durante o julgamento, o advogado de defesa de Victor Gabriel, Rogério Pastl, apresentou uma série de provas, porém um dos áudios apresentados era falso, que relatava a conversa entre o árbitro e a cabine do VAR. O áudio foi publicado nas redes sociais e fazia uma paródia da suposta conversa entre os árbitros.
A veracidade do áudio foi percebida ainda no tribunal e a auditora Aline Gonçalves questionou o advogado. Segundo Rogério Pastl, ele não saberia dizer se o áudio seria verídico ou não. Ao final, ele informou que não se tratava de uma prova falsa, mas que sim uma falta de checagem da fonte. Ele também destacou que não agiu com dolo ou má-fé.
