Israel determina entrada em alerta máximo para risco de guerra entre EUA e Irã

Israel determina entrada em alerta máximo para risco de guerra entre EUA e Irã

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira, 18, entrada em alerta máximo de serviços de emergência e segurança para o caso de uma guerra entre Estados Unidos e Irã, em meio aos crescentes indícios de um possível ataque coordenado com militares americanos, segundo fontes ouvidas pela emissora CNN. Não houve anúncio oficial do gabinete de Benjamin Netanyahu.

O movimento eleva ainda mais a tensão na região, após a guerra aérea de 12 dias em junho do ano passado, quando americanos se aliaram a Israel contra a nação persa.

Mais cedo, nesta quarta, a Casa Branca voltou a endurecer o discurso contra o Irã ao afirmar que os Estados Unidos dispõem de “diversos fundamentos” que poderiam embasar uma ação militar. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump publicou mensagem em rede social alertando que poderá recorrer a bases estratégicas caso o regime iraniano não avance em uma direção a um acordo.

Washington e Teerã mantêm negociações para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã insiste que as negociações foquem exclusivamente na questão nuclear, enquanto Washington busca abordar uma estrutura bélica maior, que inclui mísseis balísticos e grupos armados regionais. Além disso, a Casa Branca manifesta preocupação com um possível desrespeito aos direitos humanos no país.

Apesar das diferenças, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que as negociações foram um “bom começo” e devem continuar. A mídia iraniana disse que a cúpula terminou com uma “vontade de continuar”, sem especificar uma data para o próximo encontro.

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A crise entre Estados Unidos e Irã, nutrida ao longo do ano passado com a guerra aérea que envolveu ataques americanos contra instalações nucleares da nação persa, aumentou de tom diante da repressão promovida pelo governo iraniano contra protestos que tomaram o país desde o início do ano. As manifestações, motivadas inicialmente pelo derretimento da moeda local, o rial, e a crise inflacionária subsequente, cresceram e passaram a pedir o “fim da ditadura” e a deposição do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. No auge dos atos, Trump ameaçou intervir militarmente em prol dos manifestantes e chegou a dizer que a ajuda estava “a caminho”.

A liderança do Irã está cada vez mais preocupada com a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos quebrar seu controle do poder, levando uma população já enfurecida de volta às ruas, de acordo com autoridades iranianas ouvidas pela agência de notícias Reuters.

Envio de navios e aviões

O portal americano Axios publicou reportagem indicando que o governo Trump estaria mais próximo de um grande conflito no Oriente Médio do que a percepção predominante entre a população americana. Segundo a publicação, um eventual embate poderia começar em curto prazo, durar semanas e envolver também Israel.

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Enquanto Israel se prepara para uma ação imediata, fontes americanas disseram ao Axios que as forças armadas dos EUA podem precisar de mais preparação.

Washington tem atualmente 13 navios de guerra no Oriente Médio: um porta-aviões — o “USS Abraham Lincoln” —, nove destróieres e três navios de combate litorâneo. Segundo um funcionário americano,  ouvido pela agência de notícias AFP, mais embarcações estariam a caminho.

Depois que Trump ordenou seu envio no início de fevereiro, o “USS Gerald R. Ford” — o maior porta-aviões do mundo — encontra-se atualmente no oceano Atlântico a caminho do Oriente Médio. Ele é acompanhado por três destróieres.

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O USS Gerald Ford serviu de apoio para a operação de 3 de janeiro que derrubou Maduro na Venezuela. Alguns de seus aviões de combate também participaram dos bombardeios lançados sobre Caracas que permitiram a captura do líder chavista e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York, onde serão julgados por acusações de narcotráfico.

É incomum haver dois porta-aviões americanos no Oriente Médio, com capacidade para transportar dezenas de aviões de combate e tripulações compostas por milhares de marinheiros.

Washington também enviou uma grande frota de aeronaves, segundo relatórios de inteligência de fontes abertas na rede X e no site de monitoramento de voos Flightradar24.

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Entre elas estão caças furtivos F-22 Raptor, aviões de combate F-15 e F-16, e aeronaves de reabastecimento em voo KC-135, necessárias para sustentar suas operações.

 

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