Indiciado por estupro, professor é preso após voltar a se encontrar com aluna adolescente em Formosa
MENOR DE IDADE
Na casa do suspeito, foram encontrados pertences femininos e uma foto da adolescente guardada em sua carteira
Professor de capoeira é preso após voltar a se encontrar com aluna de 12 anos em Formosa (Foto: Divulgação/PCGO)
Um professor de capoeira de 38 anos foi preso preventivamente no último sábado (21), em Formosa, suspeito de manter envolvimento com uma aluna que conheceu quando ela tinha 12 anos. Pela legislação brasileira, ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A do Código Penal. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o homem já havia sido indiciado no ano passado, mas familiares da adolescente informaram que o homem voltou a se encontrar com a vítima, hoje com 13 anos.
As investigações começaram no início de 2025, quando o suspeito, que ministrava aulas de capoeira para a menor, teria estabelecido uma relação de confiança com ela. Após denúncia, foi instaurado inquérito e o professor foi indiciado. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário.
Em fevereiro deste ano, familiares da adolescente, voltaram à delegacia e informaram que o suspeito continuava se encontrando com a vítima. Diante da suspeita de que o crime estava sendo mantido, a polícia pediu a prisão preventiva do investigado e um mandado de busca e apreensão na casa dele. As medidas foram autorizadas pela Justiça de Formosa.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram e prenderam o suspeito. Na residência dele, foram apreendidos aparelhos celulares, pertences femininos e uma foto da adolescente guardada na carteira do investigado.
O homem foi encaminhado à Unidade Prisional de Formosa, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.
A prisão integra a Operação Fides Fracta, deflagrada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Formosa, com apoio da unidade papiloscópica local. O nome da operação significa “confiança rompida”, em referência à violação da relação de confiança entre professor e aluna.
O nome do suspeito não foi divulgado, e por isso a defesa não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
