Ibovespa recua com queda do setor bancário e novos desdobramentos sobre petróleo

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta quarta-feira, 7, em baixa de 1,03%, rondando os 161,9 mil pontos. Hoje, a bolsa operou em movimento de correção às duas últimas altas e em tom mais cauteloso após novos desdobramentos na tensão entre Estados Unidos e Venezuela. O dólar, por sua vez, encerrou em alta, cotado a 5,38 reais.
Entre as ações de maior peso no Ibovespa, o setor bancário operou com desempenho negativo, sofrendo uma maior correção após os últimos avanços. A oscilação também é impulsionada pelo caso da liquidação do Banco Master, em que o Banco Central recorreu contra a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou uma inspeção em relação ao caso. “Essa movimentação impacta as principais empresas do sistema financeiro que estão listadas na bolsa”, afirma Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos.
O Santander (SANB11) liderou as perdas, com queda de 2,27%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,90%. O Itaú (ITUB4) desceu 1,60%, enquanto o Bradesco (BBDC4) teve desvalorizaçãode 1,26%.
No cenário geopolítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano para refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam retidos sob embargo americano, o que pressionou as cotações do petróleo. O barril de petróleo brent encerrou o dia com recuo de aproximadamente 0,68%, cotado a 60,3 dólares. As ações da Petrobras ensaiaram uma recuperação após as quedas brutas e encerraram em leve avanço de 0,10%.
O dia também contou com a divulgação dos dados do mercado de trabalho americano, que servem como prévia do payroll, relatório oficial de empregos dos EUA. O relatório ADP mostrou a criação de 41 mil vagas no setor privado em dezembro, número abaixo da expectativa do mercado, que projetava abertura de cerca de 49 mil postos de trabalho. Já o Jolts indicou uma queda de 303 mil vagas de emprego em aberto no país em novembro, mais do que o esperado por economistas.
Atualmente, o mercado segue precificando ao menos dois cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) ao longo de 2026, mas eventuais surpresas nos indicadores de emprego podem levar a uma reavaliação dessas apostas.
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