Flávio Bolsonaro tenta tirar de Dino investigação sobre suspeita de emendas para Dark Horse

Na pauta, o PL 1.087/2025, que altera as Leis nºs 9.250, de 26 de dezembro de 1995, e 9.249, de 26 de dezembro de 1995, para instituir a redução do imposto sobre a renda devido nas bases de cálculo mensal e anual e a tributação mínima para as pessoas físicas que auferem altas rendas; e dá outras providências.
À tribuna, em discurso, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que o ministro André Mendonça assuma a investigação sobre a suspeita de envio de emendas para a produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A apuração foi aberta pela Polícia Federal a partir de uma determinação do ministro Flávio Dino.
Os advogados de Flávio argumentam, contudo, que o caso deveria ficar com Mendonça porque ele é o responsável por outra investigação, sobre a negociação de recursos para o filme feita pelo senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na avaliação da defesa de Flávio, a investigação sobre as emendas só ficou com Dino porque os deputados federais Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP) apresentaram a solicitação diretamente em uma ação sobre as regras de transparência para verbas parlamentares, relatada pelo ministro.
Os advogados ressaltam que outro pedido de investigação sobre a produtora, apresentado pelo PT, foi enviado a Mendonça e afirmam que é preciso “evitar decisões conflitantes e medidas contraditórias, que podem atrapalhar a apuração dos fatos”.
A investigação sobre as emendas trata de recursos enviados para ONGs controladas por Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme.
Uma das emendas é de autoria do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que é um dos responsáveis pela produção.
