Flávio Bolsonaro reforça manter pré-candidatura após episódio de áudio com Vorcaro
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Em coletiva de imprensa em Washington depois de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou que não desistirá da pré-campanha à Presidência da República — mesmo depois do episódio envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em diversos momentos da entrevista, o parlamentar citou que diversas ações governamentais devem ocorrer a partir de janeiro de 2027, quando o eleito em outubro próximo iniciará o mandato, o que demonstra que ele continuará pela busca do comando do Poder Executivo federal.
“Eu já falei tudo que tinha que falar sobre o assunto (Vorcaro). Eu insisto pela instalação da CPMI do banco Master. Eu desafio o governo Lula a colocar sua base para pressionar o presidente do Congresso a instalar a CPMI. Ele que deve explicar o que foi fazer sete, oito vezes em reunião fora da agenda, não só com Vorcaro, mas com Augusto Lima, da Bahia”, disse o parlamentar ao responder jornalistas. O senador disse que campanhas têm altos e baixos e refutou a tese de crise.
O presidenciável, potencial maior adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral deste ano, afirmou que o petista deve explicações sobre a relação com o ex-dono do banco Master. “Lula disse que ele (Vorcaro) deveria aguardar a troca no Banco Central. Lula tem que falar pra gente se ele é conselheiro, sócio ou amigo de Vorcaro. Ele tem que explicar sobre seu filho, que está foragido pelo mundo. Cadê o Lulinha?”, rebateu o parlamentar carioca.
Os questionamentos relacionadas ao banco Master e Flávio Bolsonaro começaram depois de um áudio publicado pelo site The Intercept Brasil revelar conversa entre o senador Flávio e Vorcaro. No áudio, o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro cobra parcelas atrasadas de um acordo de 134 milhões de reais em patrocínio para o filme sobre a vida do seu pai alegando que precisa honrar compromissos, como o pagamento de atores internacionais. Posteriormente, quando o ex-banqueiro estava com tornozeleira eletrônica, Flávio visitou Vorcaro. Segundo o parlamentar carioca, o encontro foi para botar um ponto final no financiamento do filme Dark Horse, produzido para homenagear o ex-presidente Bolsonaro.
Entre os assuntos tratados com o presidente americano, segundo Flávio, está a reclassificação dos grupos criminosos PCC e CV como terroristas, o que o governo Lula é contra por temer investidas militares do governo Trump em território brasileiro. “Enquanto o Lula vai de joelhos para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário. Eu fiz exatamente esse pedido a ele para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas, sim, que é o que eles são. Nós temos aí um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem suas próprias regras”, disse o presidenciável.
Flávio Bolsonaro também disse que Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o presidente norte-americano questionou sobre as condições da prisão e como ele e os familiares estão enfrentando a situação. O senador também falou das pesquisas eleitorais que mostram o acirramento entre ele e Lula — o petista abriu vantagem depois da revelação do áudio em que Flávio cobra Vorcaro.

