Fã de Messi, menino diz que torceria pela Argentina até contra o Brasil
No movimentado ponto de troca de figurinhas da Coca-Cola, montado no Shopping Flamboyant, em Goiânia, a paixão pelo futebol se mistura à febre dos álbuns colecionáveis. Entre crianças e pais em busca das peças mais difíceis, um pequeno torcedor, João Felipe, chamou a atenção pela escolha nada convencional: vestindo a camisa da Argentina, ele não esconde a admiração por Lionel Messi e garante que vai torcer pela seleção albiceleste.
“Vou, eu vou torcer. Por causa do Messi, ele é meu ídolo, eu gosto muito dele”, afirmou o garoto, sem qualquer hesitação.
O entusiasmo pelo álbum também conta com um importante patrocinador dentro de casa. “Meu pai tá ajudando, tá comprando todas as figurinhas pra mim”, contou.
Ao lado do filho, o pai Pedro Torres, confirma que a missão de completar a coleção tem pesado no bolso, mas diz que o esforço vale a pena.
“É, gente, a carteira do pai vai murchando bastante, né? É um investimento alto, né? Mas eles ficam felizes, estão se envolvendo, então, tudo é festa, tudo vale a pena”, brincou.
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A dedicação da família à coleção já rendeu alguns gastos fora do comum. Segundo ele, uma figurinha específica acabou exigindo um investimento considerável.
“É, pagamos 20 reais em uma figurinha. Foi isso, foi o maior investimento que a gente fez. Não teve grandes loucuras, a gente vai na praça, troca, nada, só trivial mesmo”, explicou.
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Mesmo com o filho declaradamente argentino, o pai segue firme na torcida pela seleção brasileira e lembra de tempos mais felizes para o futebol nacional.
“Eu sou da geração que viu o Brasil ganhar, né? Viu 94. São 24 anos sem ganhar, ele ainda não teve essa experiência. Vamos ver se esse ano a gente muda essa história”, disse.
Mas a rivalidade fica apenas dentro das quatro linhas. Questionado sobre como seria uma eventual final entre Brasil e Argentina, o garoto foi direto ao responder se torceria pelos hermanos mesmo diante da Seleção Brasileira.
“Vou”, afirmou.
O pai, por sua vez, encara a situação com bom humor. “Vamos ver, filho é filho, né? Gente, um do lado, um do outro, mas sempre juntos.”
Além da busca pelas figurinhas raras, o ambiente de confraternização foi um dos pontos mais elogiados por quem participou da ação no Flamboyant.
“Muito legal, os pais, assim, todo mundo na mesma frequência, né? As crianças se divertindo, muito legal. Valeu a pena esperar na fila”, destacou.
