Ex-presidente do BRB troca de advogado para fechar delação
CASO MASTER
Ex-chefe do BRB Paulo Henrique Costa substitui Cléber Lopes por Davi Tangerino e Eugênio Aragão
Ex-presidente do BRB diz que ‘virava noites’ para cumprir agenda de Vorcaro (Foto: BRB)
Reportagem assinada por Malu Gaspar e publicada na tarde desta quarta-feira (22) no site do jornal O Globo informa que o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso no dia 16 de abril, trocou a equipe de advogados que o assistia com o objetivo de fechar um acordo de delação premiada com a Justiça.
Paulo Henrique foi preso no âmbito das investigações relacionadas ao escândalo do banco Master. O dono do Master, Daniel Vorcaro, fez inclusive o mesmo movimento que agora faz Paulo Henrique e já está com a negociação do acordo de delação em curso.
No caso do ex-chefe do BRB, Cléber Lopes dará lugar aos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.
Outro motivo para a substituição seria o fato de que Cléber compõe a defesa o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), o que, segundo Malu Gaspar, poderia levantar questões de conflito de interesse, já que Ibaneis é alvo provável de uma eventual delação de Costa.
“Com o movimento, o ex-presidente do BRB segue os passos de Vorcaro, que também mexeu no seu time jurídico para costurar um acordo com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), após ser preso em março deste ano por determinação de Mendonça, e de ver a decisão do ministro ganhar o aval da Segunda Turma do STF”, diz a reportagem.
Aumento de capital
Os acionistas do BRB (Banco de Brasília) aprovaram nesta quarta-feira (22), em assembleia geral extraordinária, aumento de capital social da instituição de até R$ 8,8 bilhões. A ação busca cobrir o rombo deixado por operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Votaram pela aprovação o governo do Distrito Federal, que possui fatia de 56,48% das ações ordinárias do BRB, e o Iprev-DF (Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal), com 18,73%. Já a ANEABRB (Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionista do BRB), com 13,55%, foi contra a proposta.
A decisão favorável contou com votos de 84,73% do total (mais de 240 milhões de ações ordinárias), contra 15,27% pela rejeição (superior a 43 milhões de ações ordinárias). Em uma breve fala no encerramento da reunião, o presidente do BRB, Nelson de Souza, manifestou o desejo de deixar o banco “cada vez mais sólido”.
