Entenda mudanças no Imposto de Renda e a Reforma Tributária
Economia
Novas regras impactam economia do país a partir deste dia 1º de janeiro
Ano novo começa com mudanças fiscais no Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
O ano de 2026 começa com uma mudança importante na rotina financeira dos brasileiros, marcada pela entrada em vigor da nova tabela do Imposto de Renda e o início oficial da transição da Reforma Tributária. A partir desta quinta-feira (1º), trabalhadores com rendimentos de até R$ 5.000 passam a ser isentos do Imposto de Renda de Pessoas Físicas, enquanto consumidores começarão a identificar as siglas CBS e IBS detalhadas nas notas fiscais.
No âmbito da reforma, a aplicação das alíquotas de 0,9% para a CBS (federal) e 0,1% para o IBS (estados e municípios) servirá exclusivamente para testar o sistema, sem recolhimento de tributos neste primeiro ano. Grandes empresas já devem adaptar os seus sistemas para exibir esses valores, mas o governo estabeleceu uma carência de pelo menos três meses sem punições para quem enfrentar dificuldades técnicas. MEIs e empresas do Simples Nacional permanecem, por ora, dispensados da obrigatoriedade.
O suporte tecnológico para essa transição será centralizado em um novo portal, previsto para estrear em 12 de janeiro. A estrutura operada pelo Serpro terá o desafio de gerenciar um volume de informações 150 vezes superior ao do sistema Pix.
Além da isenção ampliada no IR, o novo regime traz regras específicas para a alta renda, com a taxação de 10% sobre lucros e dividendos que ultrapassem R$ 50 mil mensais. A retenção na fonte deve ser realizada por todas as empresas, incluindo as do Simples Nacional. O cronograma de 2026 ainda reserva para o segundo semestre a implementação do imposto mínimo para grandes multinacionais e a adoção do CNPJ alfanumérico, consolidando um calendário de intensa atualização normativa.
Especialistas alertam que a complexidade das novas regras exigirá atenção redobrada do setor contábil e das empresas de médio porte ao longo de todo o ano. Como ainda restam definições pendentes no Congresso e órgãos reguladores, o cenário será de adaptação constante.
Com informações da Folha de S. Paulo
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