Em reunião de emergência da ONU, Irã acusa EUA e Israel por “crime injustificável”

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Embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amim Saeid Iravani criticou o ataque feito pelos Estados Unidos e por Israel ao país neste sábado, 28. Para Iravani, a ofensiva foi um “crime injustificável” e disse que a resposta do Teerã é um exercício legítimo de direito de defesa. A declaração foi feita durante a reunião de emergência convocada pela cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para este sábado, logo após o ataque que, até o momento, deixou ao menos 201 mortos e mais de 700 pessoas feridas. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, a ofensiva contra o Irã resultou na morte do líder Supremo do país, Ali Khamenei. As autoridades iranianas, no entanto, não confirmaram essa informação até o momento.
Em sua fala na reunião, o diplomata afirmou que eventuais reações iranianas estão amparadas pela Carta da ONU e vão continuar por tempo indeterminado. “O número de vítimas que eram civis inocentes continua aumentando. Isso não é apenas um ato de agressão, é um crime de guerra e um crie contra a humanidade”, disse o embaixador.
O representante do Irã na ONU criticou ainda a presença de bases militares americanas em países vizinhos e acusou o governo dos EUA de ter traído a confiança das autoridades iranianas por ter feito o ataque em meio às negociações sobre seu programa nuclear.
A sessão de emergência foi solicitada pelas missões permanentes de França, Bahrein, China, Rússia e Colômbia. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a escalada da violência militar no Oriente Médio e pediu um cessar fogo imediato.
Alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, lamentou os ataques e clamou para que todos os países voltem a negociar. Se os conflitos não cessarem, afirmou, o resultado será de “morte, destruição e sofrimento humano”. Mais cedo, forças israelenses informaram ter encontrado o corpo de Khameni.
