Em largada das convenções, Centrão segue disposto a ficar neutro sobre corrida presidencial

A corrida eleitoral entra em nova fase nesta segunda-feira com o início das convenções partidárias, quando as legendas escolherão os candidatos que vão disputar cada cargo e deliberarão sobre a formação de alianças com outras siglas.
Partidos do Centrão que não possuem candidaturas próprias ao Palácio do Planalto, como o União Brasil, o PP e o Republicanos, tendem a ficar neutros na corrida presidencial, sem se alinhar a nenhuma das postulações.
Com isso, seus filiados estarão liberados a compor com qualquer uma das candidaturas.
Até meses, havia a expectativa de que o bloco de partidos apoiasse a candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, à presidência da República.
A sequência de crises em torno do nome do filho de Jair Bolsonaro fez com que as legendas optassem por manter uma distância protocolar em relação ao senador do PL.
A expectativa é que essas siglas, mesmo com o assédio para uma composição com Flávio e a indicação do vice da chapa do primogênito do ex-presidente, não embarquem em nenhuma postulação e liberem seus filiados a apoiarem quem quiserem na corrida nacional.
Quatro das cinco convenções que confirmarão as candidaturas de presidenciáveis ocorrerão em São Paulo, em um gesto ao maior colégio eleitoral do país.
É o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terá sua convenção em 2 de agosto na capital paulista. Os nomes de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos serão confirmados em 25 de julho, 26 de julho e 1 de agosto, respectivamente.
Já Romeu Zema terá sua postulação confirmada em um encontro entre os filiados em 27 de julho em Brasília.
O prazo das convenções vai até 5 de agosto. Passado esse período, os postulantes escolhidos deverão ser registrados na Justiça Eleitoral até 16 de agosto. No dia seguinte, a campanha começa oficialmente, com propaganda e eventos de campanha liberados nas ruas e na internet.
