Em Goiânia, Alckmin indica que deve deixar ministério de Lula: “É provável”

Em Goiânia, Alckmin indica que deve deixar ministério de Lula: “É provável”

COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY

Vice distingue regras da desincompatibilização, evita falar da chapa de 2026 e centra discurso na economia durante evento do PSB

Geraldo Alckmin veio a Goiânia participar da filiação de Aava Santiago ao comando do PSB em Goiás (Foto: Jucimar de Sousa)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), admitiu que deve deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início de abril, quando se encerra o prazo de desincompatibilização para ministros que pretendem disputar as eleições. “É provável”, respondeu durante a coletiva de imprensa que antecedeu o ato de filiação da vereadora Aava Santiago ao PSB, partido que ela passa a comandar em Goiás, nesta terça-feira (10), em Goiânia.

Durante a coletiva, Alckmin fez questão de separar os contextos. Disse que não há prazo de afastamento para a Vice-Presidência e que, independentemente de disputar ou não as eleições, não precisará deixar o cargo. Por outro lado, ressaltou que a regra é diferente para o posto de ministro. “Não dá da vice-presidência, porque essa não tem prazo. Mas do ministério, é provável”, afirmou.

Provocado sobre a composição da chapa de 2026 e sobre especulações envolvendo o MDB na vaga de vice, Alckmin evitou antecipar qualquer definição. “Tudo tem seu tempo”, disse, ao reforçar que esse debate ficará para mais adiante.

Na sequência, o vice deslocou a resposta para o que considera o centro da disputa nacional. “Eleição nacional é muito economia. Eleição municipal é a cidade. Eleição estadual é infraestrutura, segurança, educação. Eleição nacional é muito economia”, afirmou.

A partir daí, passou a listar indicadores. Citou o desemprego de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice da série histórica da Pnad Contínua. Mencionou a inflação de 2025, fechada em 4,26%, e destacou a desaceleração do grupo Alimentação e bebidas, que ficou em 2,95% no ano. “Isso é o que a gente chama de menor taxa de desconforto”, pontuou.

Alckmin também incluiu na defesa do governo a nova faixa do Imposto de Renda, que prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil e desconto gradual até R$ 7.350. “São R$ 28 bilhões a mais na economia”, disse, repetindo a estimativa já apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao anunciar a medida.

Fonte Original Mais Goias

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