Eliminação encerra o pior ciclo da história da seleção

Eliminação encerra o pior ciclo da história da seleção

DESPEDIDA

Noruega fez dois gols, marcados por Haaland, em partida na qual seleção brasileira teve apenas 34% de posse de bola

Eliminação encerra um dos piores ciclos da história da seleção; relembre (Foto: Fifa)

A eliminação na Copa para Noruega encerrou o pior ciclo que a CBF proporcionou à seleção brasileira desde que o país começou a disputar Mundiais. Foram quatro técnicos e a pior campanha da história em eliminatórias sul-americanas, e a coroação veio com mais uma derrota para europeus no mata-mata.

Com os próximo quatro anos que o Brasil ficará sem ganhar uma Copa, o jejum de títulos chegará a 28 anos, o maior desde a conquista de 1958.

A julgar a desordem administrativa que reinou no futebol brasileiro, a eliminação era o desfecho mais provável. Desde 2022, a CBF teve três presidentes: Ednaldo Rodrigues, José Perdiz e Samir Xaud.

Ednaldo assumiu interinamente em agosto de 2021 e foi eleito por unanimidade em 23 de março de 2022, com mandato previsto até 2026. Devido a decisões judiciais que anularam a eleição anterior, seu mandato foi interrompido, mas ele conseguiu retornar ao cargo posteriormente.

Perdiz, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), assumiu a presidência da CBF de forma interina entre o final de 2023 e o início de 2024 durante o período de instabilidade jurídica na entidade. Por fim, Xaud herdou o cargo em 2025 para um mandato que vai até 2029, após a saída definitiva de Ednaldo Rodrigues.

Dança da cadeira de técnicos

Foram quatro técnicos nesse período: Ramon Menezes, que assumiu o cargo sem ser precedido por experiência que justificasse a escolha dele, depois Fernando Diniz e Dorival Júnior. Dorival caiu a um ano e meio da Copa, depois de eliminado na Copa América e de uma derrota vexatória para Argentina por 4 a 1.

Por fim, a contratação de um dos maiores treinadores da história, Carlo Ancelotti, deu à torcida à esperança de que o italiano conseguiria botar ordem na completa desordem que encontrou.

Essa é, afinal, a história de tantos ciclos que terminaram em títulos: em 1970, o Brasil demitiu o técnico João Saldanha e chamou Zagallo para pacificar o vestiário na véspera. Em 1994, a seleção só se classificou no último jogo das eliminatórias graças a Romário. Em 2002, houve o corte de Romário e muita pressão para que Luiz Felipe Scolari fosse demitido.

Era possível que outro ciclo desastroso terminasse com título? A torcida, em determinado momento, acreditou que sim. O time pareceu ter se acertado depois de um primeiro tempo ruim contra Marrocos na estreia, crescendo no conceito de comentaristas e até nas casas de apostas.

Contra Noruega, o Brasil recuou e entregou a bola para Noruega à espera de uma oportunidade de contra-atacar. Teve pouca posse de bola e desperdiçou as chances de teve. Foi triste, mas não surpreendente.

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