Eleições 2026: Para eleitores, Congresso não pode continuar “do jeito que está”

Ler Resumo
O ritmo da temporada eleitoral vai mudar depois do feriadão de Carnaval. Lula é favorito em quase todas as pesquisas, praticamente, por obra e graça da maioria dos adversários que hesita em se apresentar ao eleitorado.
Isso reforçou perspectivas para um dos filhos de Jair Bolsonaro. O senador Flavio, do Partido Liberal, é o adversário desejado no Palácio do Planalto.
Uma das razões é o radicalismo, que ele se esforça para dissimular.

Outro motivo é que a presença do senador na disputa impede que Lula fique solitário na liderança da rejeição eleitoral.
Há meses, Lula e Flavio Bolsonaro se mantêm isolados no topo das sondagens em que eleitores demonstram repúdio a um candidato, declarando que conhecem e não votariam nele.
A rejeição a Lula oscila entre 49% e 57% há um ano, mostra o histórico de pesquisas da Quaest.
Lula só compete nos índices de aversão eleitoral com o representante do clã Bolsonaro, que há um semestre aparece com taxas entre 55% e 60%.
Parte da explicação para essa longa e persistente rejeição a Lula pode estar na avaliação negativa do governo feita por quatro em cada dez eleitores, como indica o mais recente levantamento do consórcio Meio/Ideia.

Com o ritmo acelerado da campanha eleitoral, depois do Carnaval, será possível verificar se metade do eleitorado vai manter o repúdio a Lula e Flavio Bolsonaro, ou se vai transferir parte dessa aversão a outros candidatos.
A pouco mais de oito meses das eleições, parecem sobrar certezas entre eleitores. Uma delas transparece na pesquisa Real Time Big Data realizada no último fim de semana.

Nada menos que 76% dos entrevistados disseram concordar com a seguinte frase: “De nada adianta mudar o presidente, se o Congresso continuar do jeito que está.”
A batalha pelo Congresso tende a ser um capítulo de fortes emoções nas eleições gerais de outubro.
