Eleições 2026: Caiado disputa com Flávio Bolsonaro o posto de candidato antiLula

Eleições 2026: Caiado disputa com Flávio Bolsonaro o posto de candidato antiLula

Ronaldo Caiado é o candidato à presidência do Partido Social Democrático (PSD). Seu projeto para a disputa é ser reconhecido como o candidato antiLula.

Para demonstrar sua viabilidade eleitoral, ele precisa ultrapassar o adversário do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, que tem liderado a preferência para o voto de oposição ao governo. O tempo é curto, cerca de três meses até à convenção partidária.

Caiado não é exatamente um novato. Estreou na política como candidato a presidente 36 anos atrás. Foi protagonista de um fiasco eleitoral na primeira eleição com voto direto para presidente, depois de duas décadas de ditadura.

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Tinha 40 anos de idade e um histórico familiar de típica oligarquia do agronegócio do Centro-Oeste, com raízes que remontam ao Império. Se apresentou ao eleitorado como representante de uma organização de extrema direita, a União Democrática Ruralista, fundada às vésperas da Constituinte. Se candidatou à presidência por uma antiga versão do PSD, recauchutada por um grupo de civis que participavam do condomínio de poder durante o regime militar.

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Na campanha viu-se abandonado pelos aliados ruralistas, que preferiram apoiar Fernando Collor. Caiado saiu das urnas com 0,7% do total de votos (menos de 500 mil),  em décimo lugar entre 22 candidatos. No segundo turno, apoiou Collor contra Lula. Desde então, elegeu-se duas vezes governador, uma vez senador e cinco vezes deputado federal por Goiás.

A biografia de Caiado é o retrato de um político de direita. Ele supõe que sua experiência, realçada por sete anos no governo estadual, seja o principal trunfo na batalha que vai enfrentar com o adversário Flavio Bolsonaro.

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Em discurso nesta segunda-feira (30/3) foi incisivo sobre a “inexperiência” do filho-senador de Bolsonaro que está na política há 22 anos (16 como deputado estadual e os últimos 6 como senador pelo Rio).

Argumentou, por exemplo, com a sua taxa de aprovação no eleitorado goiano (acima de 70%, na média das pesquisas) derivada de uma percepção de êxito na política estadual de segurança pública. Em contraste, sugeriu, não são conhecidas as ideias do adversário na extrema direita sobre a política de segurança pública. As do governo, ele julga ruins.

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Pesquisa da Quaest/Genial divulgada no início deste mês mostra que, numa simulação do segundo turno, ele é visto como potencial adversário de Lula com a preferência da maioria (67%) dos eleitores autodeclarados da direita “não bolsonarista” e, também, dos “bolsonaristas” (63%).

Superar o adversário Bolsonaro nos próximos três meses é o principal desafio de Caiado para ser reconhecido no papel do candidato antiLula.

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