“É um escárnio”, diz deputado que recorreu contra carnaval de Lula

“É um escárnio”, diz deputado que recorreu contra carnaval de Lula

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Reportagem de VEJA desta semana mostra que o desfile em homenagem ao presidente Lula no carnaval do Rio de Janeiro é alvo de ação pelo uso de dinheiro público e dá margem a questionamentos sobre o crime de propaganda eleitoral antecipada.

Quem primeiro recorreu contra o desfile financiado pelo governo foi o Partido Novo, no dia 27 de janeiro. A petição encaminhada ao Tribunal de Contas da União por “desvio de finalidade” no uso de recursos públicos foi assinada pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e outros cinco colegas.

O parlamentar gaúcho não poupou críticas ao governo e ao PT por concordarem com o desfile pago pelo governo. “É um escárnio. Essa é mais uma prova de que o PT não se importa com o pagador de impostos. Prefere repassar valor milionário para escola de samba elaborar um enredo a favor do Lula ao invés de direcionar para áreas que realmente importam”, disse Van Hattem.

Área técnica do TCU recomendou suspensão de repasse

A  área técnica do TCU recomendou a suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Embratur à Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que planeja a homenagem ao presidente. “Quando o estado financia enredo político, quem paga a conta é o cidadão. Isso não é cultura, é propaganda”, protestou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

O ministro do TCU Aroldo Cedraz, contrariando a área técnica, manteve o repasse de 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, mesmo após a polêmica envolvendo o samba-enredo em homenagem a Lula.

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acusou a escola de fazer propaganda disfarçada para promover a candidatura do presidente. A parlamentar ingressou com uma ação no Ministério Público Eleitoral pedindo a proibição da transmissão do desfile e a suspensão dos repasses à Acadêmicos de Niterói.

Damares também criticou o uso de dinheiro público para financiar o desfile que homenageia o presidente da República em ano de eleição. “Que homenageiem o Lula, mas sem recursos públicos, fora do ano eleitoral e não ridicularizem Bolsonaro”, disse a senadora.

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