Depois de catorze anos, linha Ouro do metrô de São Paulo será inagurada

Depois de catorze anos desde o início das obras, na próxima terça-feira, 31, começarão a circular na capital paulista os trens da linha Ouro, 17. A obra foi iniciada em 2012, sob a promessa de que seria concluída em 2014, quando o Brasil recebeu a Copa do Mundo. Os trens começarão a circular praticamente três Copas do mundo mais tarde. A obra foi paralisada muitas vezes por conta de atrasos, paralisações e trocas nos governos estaduais.
O monotrilho da linha Ouro vai ligar o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, à estação Morumbi, parte da linha 9 Esmeralda da CPTM, que sai da zona norte e vai até o extremo da zona sul. Oito estações funcionarão por enquanto. Nesse primeiro momento, a operação não será cobrada e o horário de funcionamento (que no transporte público regular é das 4h até a meia-noite) será reduzido, das 10h às 15h.
Enquanto o metrô trafega pelo subsolo e o trem a poucos metros do chão, o monotrilho opera a uma altura de doze a quinze metros. Além disso, os carros não têm condutor, usando uma tecnologia chamada “driveless”.
Quando a obra do monotrilho deveria ter sido entregue, o governador de São Paulo era o ex-tucano Geraldo Alckmin, hoje no PSB e vice-presidente da República. O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recentemente alfinetou o possível adversário nas redes sociais por conta do atraso de mais de década para fazer a entrega da obra. O nome de Alckmin era cotado para disputar o governo de São Paulo, mas o PT bateu o martelo pelo nome de Fernando Haddad, que deverá enfrentar o republicano outra vez em outubro.
Durante o Fórum de Infraestrutura de VEJA, na última sexta-feira, 27, Tarcísio disse que o estado de São Paulo, na sua gestão, tem investido 34 bilhões de reais em obras por ano.
