Dentista é indiciada por morte de jornalista em Goiânia

Dentista é indiciada por morte de jornalista em Goiânia

A dentista Renata de Almeida foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado por motivo fútil pela morte do jornalista Delson Barros e por lesão corporal qualificada contra a companheira dela, Márcia Maria Carolli. O crime aconteceu em julho, em um apartamento de Goiânia, após uma discussão entre os envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, o indiciamento foi concluído após a chegada de um laudo que estava pendente. O documento já foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar o caso e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

A defesa da dentista informou que ainda não teve acesso ao documento de indiciamento. Procurado pelo Mais Goiás, o advogado Paulo Henrique Maia afirmou que a documentação ainda não foi juntada aos autos e que só irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo.

Relembre o caso

Segundo as investigações, Renata e Delson eram amigos há cerca de 10 anos. O jornalista morava no apartamento da dentista havia cerca de dois anos e, conforme a Polícia Civil, não pagava aluguel, contribuindo apenas com despesas relacionadas ao gás.

No dia do crime, Renata teria informado que queria o imóvel de volta porque passaria a morar no local. Delson teria pedido um prazo para deixar o apartamento, já que ainda precisava concluir a reforma da própria casa. A discussão teria se intensificado após horas de consumo de bebida alcoólica. De acordo com a investigação, Renata pegou uma faca e atingiu Delson no peito.

Márcia Maria Carolli, companheira de Renata, teria tentado desarmá-la e acabou ferida no braço e no ombro. Em seguida, Márcia e Delson deixaram o apartamento pelas escadas em busca de socorro, mas o jornalista não resistiu aos ferimentos e morreu no hall do quinto andar.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e a dentista acabou presa dentro do apartamento onde ocorreu o crime. Ela segue presa.

Com o indiciamento, a Polícia Civil atribui formalmente a Renata os crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e lesão corporal qualificada. O indiciamento, porém, não representa condenação. O caso agora será analisado pelo Ministério Público, que decidirá se apresenta ou não denúncia à Justiça.

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Fonte Original Mais Goias

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