De Old Parr a Ballantines: PM fecha fábrica de whisky falsificado perto de Anápolis
RESSACA
Fábrica de whsky falsificado funcionava em Marinápolis, um distrito de Terezópolis que fica entre Anápolis e Goiânia
De Old Parr a Ballantines: PM fecha fábrica de whisky falsificado perto de Anápolis (Foto: PM)
Policiais do 3º Comando Regional da Polícia Militar (3º CRPM) descobriram uma fábrica de whisky falsificado em Marinápolis, um povoado que fica em Terezópolis de Goiás. A fábrica se situava estrategicamente no meio do caminho entre Anápolis e Goiânia, e atendia consumidores das duas cidades.
O criminoso relatou que comprava garrafas do whisky “Chanceler”, que segundo ele é mais barato, e enchia garrafas de whisky vazias com rótulos de marcas famosas. No quarto dele, onde acontecia a adulteração, havia um galão contendo reagente, que segundo o homem era um inseticida cujo princípio ativo é o fipronil.
Entre as garrafas cheias apreendidas, foram quatro de Royal Apple, cinco de Black Label, quatro de Gold Label, uma de Gold Label Reserve, uma de Johnnie Walker Black Blended Scotch, uma de Johnnie Walker Blonde, sete de Johnnie Walker Red Label, uma de Johnnie Walker Blend Gold Scotch, sete de White Horse 1L, uma de White Horse 600 ml, seis de Jack Daniel’s, sete de Buchanan’s Deluxe, duas de Royal Honey, duas de Chivas Regal, uma de Johnnie Walker Blend Scotch, uma de Ballantines Blend Scotch 12 anos, uma de Ballantines Finest, uma de Ballantines Bourbon, uma de Johnnie Walker Song of Ice e oito de Old Parr.
Entre as garrafas vazias, foram 43 de Jack Daniel’s Old nº7, cinco de Jack Daniel’s Tennessee Apple, 40 de vodca Rustoff, nove de Smirnoff, cinco de Buchanan’s Deluxe, 84 de Chanceler, 12 de Chivas Regal, 12 de José Cuervo, 12 de Old Parr, 14 de Johnnie Walker Red Label, 12 de Tanqueray Gin, uma de Tanqueray nº10, oito de Johnnie Walker Black Label, uma de Johnnie Walker Double Black, uma de Absolut Elyx, uma de White Horse, uma de Absolut Peppar e 13 de Johnnie Walker Gold Label.
A abordagem
A polícia havia recebido a denúncia de que um Honda Civic LXR estava sendo usado para comercialização de whisky falsificado em Marinápolis. Por volta das 17 horas do dia 27 de janeiro, o carro foi visto e, ao checar o porta-malas, a PM encontrou caixas de papelão e garrafas de bebida. No primeiro momento, o dono do carro disse não saber que garrafas eram aquelas, mas depois confessou envolvimento com a falsificação e disse que tinha mais em casa.
Em depoimento à PM, a esposa admitiu que via o marido jogar garrafas de “Chanceler” fora depois de usar o whisky para encher engradados de rótulos mais caros. Descobriu-se também que o criminoso usava a casa ao lado da dele (cuja dona é a tia dele) para guardar garrafas vazias e higienizá-las em uma lavadora de alta pressão. Tanto o falsificador, quanto a esposa dele foram conduzidos à Central de Flagrantes da Polícia Civil em Anápolis.
