De companheiros a rivais: conheça os irmãos que disputam a Copa do Mundo 2026
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A Copa do Mundo 2026 terá pela primeira vez 48 seleções participantes com 104 jogos disputados em 16 cidades sede no México, Canadá e Estados Unidos. Serão 1.248 jogadores em busca do título máximo do futebol mundial. Mas para alguns desses atletas convocados, o torneio passa longe dos números megalomaníacos. O Mundial é um verdadeiro assunto de família para sete pares de irmãos que jogarão o campeonato.
Companheiros de seleção
Um caso notável, dada a semelhança que até gera confusão, é dos irmãos Hernández da França. Theo, do Al-Hilal, e Lucas, do PSG, não se parecem fisicamente como atuam na mesma posição, ambos são laterais esquerdos.
Na Copa do Mundo do Catar em 2022, Lucas começou como titular, mas rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito logo na estreia dos Bleus. O substituto foi justamente seu irmão, Theo, que assumiu a lateral esquerda pelo restante da campanha finalista do time de Didier Deschamps.
Na seleção estreante de Curaçao, os irmãos Leandro e Juninho Bacuna foram peças importantes na classificação inédita da pequena ilha caribenha. Os meio-campistas nasceram na Holanda, mas decidiram defender o país de origem de sua família. Dos 26 jogadores da seleção, apenas um deles nasceu no território insular.
Leandro, o irmão mais velho, tem papel de liderança dentro da formação da seleção de Curaçao, sendo o jogador com mais jogos pela equipe e convenceu outros jogadores a defenderem a nação. Juninho seguiu os passos do primogênito, inclusive, passando pelo mesmo clube holandês, o Groningen.

Em outra seleção insular e estreante no Mundial, os irmãos Duarte compartilham história parecida. Nascidos na Holanda, Deroy e Laros Duarte também optaram por defender o país de origem da família, Cabo Verde.
Hoje, nos times húngaros Ludogorets e no Puskás FC, respectivamente, os meio-campistas se formaram na base do holandês Sparta e chegaram a jogar juntos no profissional da equipe.
A lista de irmãos na mesma seleção poderia ser ainda maior com os gêmeos holandeses que defendem a seleção da Holanda, Jurrien e Quinten Timber. Porém, o primeiro foi cortado nesta segunda, 8, por não se recuperar a tempo de uma lesão na virilha. Com a ausência de ambos irmãos Timber, a maioria dos irmãos na Copa são na realidade rivais.
Família, família, seleções à parte

Os irmãos Doue repercutiram nesta reta final de preparação para a Copa com o amistoso entre França e Costa do Marfim na última quinta, 4. O mais novo, Doue, atacante do PSG, defendeu o país em que nasceu, contra o irmão mais velho, Guéla, lateral do Strasbourg, que optou por jogar pelo país de origem da família.
O país africano venceu o confronto por 2 a 1 e desbancou uma invencibilidade de dois anos dos europeus. Guéla foi o autor do primeiro gol da vitória, e chutou a bandeira de escanteio com o símbolo da Federação Francesa de Futebol na comemoração. Além do confronto por seleções, os irmãos se enfrentam no campeonato francês.

Em situação parecida, os irmãos Williams jogam no mesmo clube, o Athletic Bilbao, mas defendem escudos de seleções diferentes: Iñaki representa Gana, país dos pais, enquanto Nico joga pela Espanha, onde nasceram. Formados na base do time espanhol, já disputaram a Copa do Mundo de 2022 pelas seleções diferentes.
John e Harry Souttar também seguem o mesmo padrão. O primeiro defende a Escócia, adversária do Brasil na fase de grupos, enquanto o segundo joga pela Austrália, origem da família.
Os únicos na lista com sobrenomes diferentes são os irmãos Brian Brobbey, da Holanda, e Derrick Luckassen, da Gana. Ambos nascidos em Amsterdã, o segundo herdou o sobrenome da mãe e optou por defender a seleção africana.
