Como Trump pode ‘interferir’ na eleição presidencial do Brasil

Como Trump pode ‘interferir’ na eleição presidencial do Brasil

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Em conversa telefônica de cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom de cautela ao tratar de temas sensíveis da agenda internacional, como a situação na Venezuela e a criação de um Conselho da Paz liderado pelo americano. O diálogo foi avaliado no governo como parte de uma estratégia para preservar a relação com Washington sem assumir compromissos que gerem desgaste interno (este texto é um resumo de trechos do vídeo acima).

No programa Ponto de Vista, de VEJA, nesta terça-feira, 27, os colunistas Robson Bonin e Mauro Paulino avaliaram os impactos políticos e eleitorais desse diálogo.

Na avaliação de Bonin, Lula sinaliza que dificilmente participará do Conselho da Paz, mas faz movimentos calculados para não romper a ponte com Trump. “Há um cuidado evidente: propor limites ao órgão e incluir a Palestina, ponto de resistência do governo americano. Funciona como um freio diplomático”, afirmou.

Segundo o colunista, Lula conseguiu transformar a relação com Trump em um ativo político, especialmente após o tarifaço que acabou beneficiando o discurso do governo. “Trump tirou do Lula o rótulo de padrinho da ditadura venezuelana”, afirma ao destacar a mudança no tabuleiro político envolvendo a Venezuela.

O colunista destacou que Lula conseguiu ocupar um espaço que, no passado recente, era reivindicado pelo bolsonarismo como canal privilegiado com o presidente americano. A relação, segundo ele, ganhou tração após um breve encontro entre os dois líderes na ONU, descrito por Lula como marcado por “química”.

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Bonin observou ainda o contraste explorado pelo governo entre a desenvoltura internacional de Lula e o isolamento vivido por Jair Bolsonaro em encontros com líderes estrangeiros. Essa imagem tem repercussão positiva junto ao eleitorado e tende a ser explorada na campanha, já que os Estados Unidos e o papel de Trump devem entrar no debate eleitoral brasileiro.

Apesar da aproximação, o tom é de desconfiança mútua. Bonin citou avaliação de uma fonte do Itamaraty segundo a qual Lula e Trump se tratam com elegância, mas mantêm cautela estratégica. O governo brasileiro evita expor o presidente e observa com atenção a imprevisibilidade do líder americano, para não se tornar um fator capaz de interferir no debate brasileiro com declarações imprevisíveis nas redes sociais, por exemplo. Já Mauro Paulino avalia que, enquanto a direita segue fragmentada, Lula avança em ritmo de campanha, usando a máquina pública e o prestígio internacional como vantagem eleitoral.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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