Como Janja usou a moda para integrar a diplomacia e cordialidade entre Brasil e Coreia do Sul?

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, apostou em uma superprodução completa — look, cabelo e maquiagem — para o compromisso oficial ao lado do presidente Lula nesta segunda-feira, 23, em Seul, na Coreia do Sul. Embora um tantinho exagerada, teve um resultado de impacto, em uma imagem nitidamente pensada para o protocolo diplomático e carregada de simbolismo cultural.
Para o jantar de Estado oferecido pelo presidente sul-coreano Lee Jae-myung e pela primeira-dama Kim Hye-kyung, Janja usou um hanbok, traje tradicional coreano, em uma escolha alinhada à estratégia comum em visitas oficiais: homenagear a cultura do país anfitrião. O modelo, com silhueta clássica — saia ampla de cintura alta (chima) e jaqueta curta estruturada (jeogori) — tinha construção e acabamento refinados, semelhante ao usado pela anfitriã, com pequenas diferenças cromáticas. O hanbok é reconhecido como vestimenta tradicional nacional e costuma ser usado em cerimônias formais e ocasiões especiais, o que reforça o caráter solene do evento.
Embora não tenham sido divulgadas informações públicas sobre o estilista ou ateliê responsável — algo comum quando se trata de peças institucionais ou cedidas diplomaticamente — a produção indicava confecção sob medida, com tecidos nobres e caimento estruturado, mais próximo do hanbok cerimonial contemporâneo do que das versões turísticas.
O cabelo apareceu com acabamento polido, modelado em ondas suaves e volume controlado. A maquiagem seguiu a linha de pele iluminada, olhos marcados e lábios em tonalidade rosada — uma estética que dialoga tanto com o protocolo ocidental quanto com a delicadeza visual frequentemente associada à beleza coreana contemporânea.
O conjunto transmitiu uma imagem de respeito cultural e atenão diplomática, posicionando Janja em sintonia com a anfitriã — algo importante em encontros entre primeiras-damas, onde a comunicação não verbal tem peso simbólico.
A mensagem do look
A impressão geral foi de uma primeira-dama consciente do papel político da moda. Ao escolher um traje tradicional local em vez de um designer brasileiro, Janja priorizou a diplomacia cultural — uma estratégia que cria proximidade e gera boa recepção pública no país visitado. Também dialoga com uma tendência crescente entre líderes e cônjuges de chefes de Estado: usar roupas como ferramenta de poder. Além do impacto visual, o look reforçou uma narrativa de cordialidade e integração entre Brasil e Coreia do Sul — exatamente o objetivo de um jantar de Estado.
