Cinco toneladas de peixes morrem após suspeita de contaminação em fazenda de Padre Bernardo
Prejuízo irreparável
Suspeita é que produto utilizado na pulverização de lavoura vizinha teria atingido represa e tanques de criação
Suspeita é que os locais teriam teriam sido atingidos por um produto tóxico utilizado no combate a pragas (Foto: Reprodução)
A morte de aproximadamente cinco toneladas de peixes em uma fazenda localizada no município de Padre Bernardo, a cerca de 220 km de Goiânia, está sob investigação da polícia. O caso foi registrado em uma propriedade rural que conta com uma represa e quatro tanques destinados à criação dos animais. A suspeita é que os locais teriam sido atingidos por um produto tóxico utilizado no combate a pragas em uma fazenda vizinha.
De acordo com relatos das testemunhas, no dia 16 de janeiro, o material foi pulverizado em uma plantação de milho de uma fazenda vizinha e, supostamente, teria alcançado a área de criação dos peixes. O produto foi lançado na plantação por um avião de pequeno porte.
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Foram encontrados mortos peixes de diversas espécies, entre elas piau, lambari, traíra e matrinxã. Os proprietários relataram à polícia que o prejuízo é irreparável. Ao portal Metrópoles, um deles afirmou que entre os animais havia exemplares com cerca de 15 anos de idade, que chegavam a pesar 35kg.
Os peixes eram criados no local há mais de duas décadas. Segundo os donos da fazenda, além de servirem para lazer, por meio da pesca esportiva, prática cultivada pela família, os animais também eram utilizados para o repovoamento de um rio que corta a região e passa pela propriedade.
Para um dos donos do local, independentemente da ação ter sido intencional ou não, o episódio configura crime ambiental.
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Além da morte dos peixes, funcionários da fazenda, incluindo uma gestante, teriam passado mal em razão do cheiro do produto químico. Os relatos constam no boletim de ocorrência registrado na delegacia da região.
Procurada, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou ao Mais Goiás que a situação é investigada pela regional e que os responsáveis pelo caso aguardam o resultado da perícia. A delegada titular, Alessandra de Oliveira, decidiu não conceder entrevista sobre o assunto.
