Candidato colombiano é proibido de usar camisa da seleção em campanha

Candidato colombiano é proibido de usar camisa da seleção em campanha

A Justiça da Colômbia proibiu o candidato de extrema-direita à presidência Abelardo de la Espriella de usar ou exibir a camisa da seleção nacional em peças de campanha. A decisão, de caráter provisório, considera que o uniforme esportivo vinha sendo apropriado como símbolo eleitoral, o que poderia comprometer a neutralidade de referências nacionais e afetar a igualdade na disputa. A medida também atinge peças publicitárias, redes sociais e eventos públicos ligados ao político e ao seu partido, enquanto o caso é analisado em definitivo.

O que motivou a ação contra o uso da camisa colombiana?

De acordo com o El País, a decisão da juíza Aura Luz Forero atende a um pedido de um cidadão colombiano, que afirmou se sentir “discriminado e estigmatizado” pelo uso político da camisa. Segundo a petição, o símbolo estaria sendo associado a uma candidatura específica, criando exclusão simbólica de opositores.

O caso ganhou força às vésperas da Copa do Mundo e após o senador de esquerda Iván Cepeda acusar De la Espriella de utilizar a camisa da seleção para fins eleitorais. Em declaração pública, Cepeda afirmou que “a seleção colombiana pertence a todos os colombianos” e defendeu limites para esse tipo de apropriação.

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O que diz a Justiça da Colômbia?

A magistrada entendeu que o uso reiterado do uniforme em atos de campanha altera o sentido original do símbolo esportivo, vinculando-o a um candidato específico. No despacho, ela afirma que isso compromete a neutralidade exigida no processo eleitoral e pode gerar vantagem indevida

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“Quando usado pelo candidato presidencial citado neste caso, Abelardo Gabriel de la Espriella, e outros membros de seu partido político, Defensores da Pátria, o uniforme ou emblema da seleção colombiana de futebol é imbuído de um símbolo diferente daquele para o qual foi criado e concebido, tendencioso em favor desse candidato. Idealmente, na disputa eleitoral em curso em todo o país, a neutralidade das campanhas políticas deve ser resguardada em relação ao uso de qualquer símbolo nacional”, diz o documento.

O que respondeu a campanha de Albelardo de la Espriella?

Após tomar conhecimento da proibição, a campanha de De la Espriella emitiu um comunicado assegurando que recorreria da decisão para impedir sua implementação. “A equipe jurídica da campanha de Abelardo De La Espriella já solicitou sua revogação e continuará atuando nos canais institucionais apropriados”, informou a defesa, fazendo um apelo aos apoiadores: “Enquanto essa discussão se desenrola na esfera jurídica, a mensagem do público é clara: ninguém pode proibir os colombianos de sentirem orgulho da Colômbia ou de vestirem livremente a camisa da sua seleção nacional”.

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