Câmara aprova projeto que permite adiamento de audiências por advogadas gestantes, lactantes ou adotantes
PROJETO DE LEI
A medida vale para casos em que a profissional seja a única responsável pela condução do processo
Câmara aprova projeto que permite adiamento de audiências por advogadas gestantes e lactantes (Foto: TRT-GO)
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante às advogadas gestantes, lactantes ou adotantes o direito de solicitar o adiamento de audiências e sessões de julgamento. A medida vale para casos em que a profissional seja a única responsável pela condução do processo.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 2237/24, de autoria da deputada Natália Bonavides, e prevê alterações no Código de Processo Civil. A proposta busca assegurar melhores condições de trabalho para mulheres na advocacia, especialmente durante a gravidez, o período de amamentação e os cuidados iniciais com crianças recém-nascidas.
Segundo a autora da proposta, a legislação atual não garante de forma suficiente o direito ao adiamento em situações relacionadas à maternidade, o que pode gerar prejuízos profissionais às advogadas.
A relatora do projeto na comissão, deputada Jack Rocha, recomendou a aprovação da matéria. Para ela, o projeto fortalece a proteção dos direitos das mulheres advogadas ao permitir que conciliem o exercício da profissão com a maternidade.
A parlamentar também destacou que a proposta contribui para combater práticas discriminatórias e ampliar a igualdade de gênero no ambiente jurídico.
O projeto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Como tramita em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir diretamente para o Senado Federal caso seja aprovada nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara.
Para virar lei, o texto ainda precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados, pelo Senado e sancionado pela Presidência da República.
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