Caldas Novas decreta calamidade após concentrar 83% dos casos de chikungunya em Goiás

Caldas Novas decreta calamidade após concentrar 83% dos casos de chikungunya em Goiás

SAÚDE

Município turístico lidera disparado número de infecções no estado e intensifica força-tarefa contra mosquito transmissor

Caldas Novas decreta calamidade após concentrar 83% dos casos de chikungunya em Goiás

A cidade de Caldas Novas decretou situação de calamidade pública nesta semana, após registrar a maior parte dos casos de chikungunya de todo o Estado. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o município sozinho reúne cerca de 83% das confirmações da doença em Goiás em 2026, com mais de mil diagnósticos positivos entre mais de 2,7 mil notificações estaduais. A medida permite acelerar ações emergenciais, ampliar atendimentos e reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o balanço epidemiológico, 26 cidades goianas já registraram ocorrências da doença neste ano, mas nenhuma chega perto da situação do destino turístico. São mais de 2,2 mil notificações apenas na cidade e 1.059 confirmações, número que coloca o município no centro do surto. Em termos proporcionais, a cada dez pacientes diagnosticados no estado, pelo menos oito são moradores de Caldas Novas.

A decisão de decretar calamidade foi tomada depois que exames ampliados identificaram que o vírus predominante na região não era dengue, como se suspeitava inicialmente, mas chikungunya. A partir dessa confirmação, a prefeitura intensificou medidas como eliminação de criadouros, aplicação de inseticidas em áreas críticas e reorganização da rede de saúde para reduzir o tempo de atendimento.

Em janeiro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) já havia enviado equipes técnicas ao município para apoiar o enfrentamento das arboviroses. A comitiva contou com a subsecretária Flúvia Amorim, a superintendente Amanda Limongi e a superintendente Lorena Mota, que se reuniram com o prefeito Kleber Marra e equipes locais para traçar estratégias de resposta. Entre as ações estão capacitação de profissionais, envio de medicamentos e distribuição de testes rápidos.

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Especialistas explicam que o crescimento dos casos já era esperado porque surtos de chikungunya tendem a aumentar gradualmente após a introdução do vírus em uma região. “Como a infecção costuma ocorrer apenas uma vez na vida, locais que ainda não tiveram grande circulação têm maior risco de registrar picos futuros”, explica Flúvia Amorim.

Sintomas de chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e costuma começar com febre alta. O sintoma mais marcante são as dores intensas nas articulações, principalmente em mãos, pés, tornozelos e joelhos, que podem causar inchaço e dificultar movimentos simples do dia a dia. Também são comuns dor muscular, dor de cabeça, cansaço extremo, manchas avermelhadas na pele e sensibilidade à luz.

Em parte dos pacientes, as dores articulares podem persistir por semanas ou até meses após o fim da fase aguda.

As autoridades de saúde alertam que o controle depende também da população, já que a maioria dos focos do mosquito transmissor é encontrada dentro das casas, principalmente em recipientes com água parada.

Fonte Original Mais Goias

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