Base de Caiado acelera articulação e prepara Daniel para assumir o comando do Estado
COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT
Após o Carnaval, grupo governista inicia rodada de encontros pelo interior para ajustar alianças e afinar discurso antes da troca no Palácio das Esmeraldas
Caiado e Daniel: agenda política enquanto se aproxima a transição no comando do governo de Goiás (foto divulgação)
A base governista liderada pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela entrou em ritmo acelerado de articulação política em Goiás. Além das conversas já em curso sobre a formação das chapas proporcionais e majoritárias e de alianças partidárias, o grupo decidiu colocar a estrada como parte central da pré-campanha.
A ideia é reunir a base, olho no olho, antes da mudança no comando do Estado. A partir do fim do feriado de Carnaval, Caiado e Daniel devem dar início a uma série de encontros regionais com prefeitos, vereadores, deputados e dirigentes partidários aliados. O calendário se estende até o fim de março, período que antecede a desincompatibilização do governador e a posse definitiva de Daniel Vilela no cargo.
Nos bastidores do Palácio das Esmeraldas, a avaliação é de que esse movimento é decisivo para organizar a casa antes da transição. As reuniões devem passar por todas as regiões de Goiás e funcionar como espaço para reafirmar acordos já costurados, ajustar discursos e evitar ruídos entre aliados às vésperas do calendário eleitoral.
O primeiro encontro ainda não tem data fechada, mas a previsão é que ocorra em Jaraguá, no centro-norte do Estado. A escolha do município não é casual: foi lá que Caiado deu a partida nas duas campanhas vitoriosas ao governo. O objetivo é dar um sinal político logo de largada, mostrando que a base estará mobilizada desde o início da nova fase do governo.
A rodada de agendas cumpre dois papéis ao mesmo tempo. De um lado, cria um ambiente mais favorável para a chegada de Daniel ao comando do Executivo. De outro, ajuda a consolidar a imagem de Caiado neste último trecho à frente do governo, associando os resultados da gestão diretamente ao vice, que foi um dos principais articuladores políticos do Palácio nos últimos três anos.
