As ‘portas abertas’ para Pacheco no MDB e a sabatina de Messias no Senado

As ‘portas abertas’ para Pacheco no MDB e a sabatina de Messias no Senado

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Os ministros e líderes do MDB no Congresso que foram ao Palácio do Planalto na última terça-feira, 24, disseram ao presidente Lula que o senador Rodrigo Pacheco tem “portas abertas” para se filiar ao partido e se lançar candidato a governador de Minas Gerais. Insistiram, contudo, que o ex-chefe do Congresso “precisa querer” disputar a eleição.

Pacheco está hoje no PSD, assim como o governador Matheus Simões, que assumiu a titularidade com a renúncia de Romeu Zema (Novo) e tem um acordo para ser o nome da sigla de Gilberto Kassab na disputa pelo Palácio Tiradentes.

Se o arranjo der certo, o alcance dessa solução não se limitaria a resolver um importante palanque estadual da campanha de Lula. Pode ser determinante, também, para o destino do indicado do petista ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União Jorge Messias.

Um dos principais motivos para Messias estar na geladeira desde que Lula anunciou tê-lo escolhido, em novembro do ano passado, é a frustração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que queria a indicação de Pacheco para o cargo. 

Messias precisa vencer uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e uma votação no plenário do Senado para confirmar seu ingresso na Corte — um desafio virtualmente impossível se tiver que remar contra a maré de Alcolumbre.

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Daí o possível interesse, para Lula, no caminho que a ala governista do MDB apresenta. O plano garantiria a legenda para a postulação de Pacheco ao governo mineiro (não seria surpresa se o acordo incluísse indicá-lo ao Supremo na primeira vaga aberta durante eventual novo mandato de Lula), satisfazendo seu aliado Alcolumbre, que passaria a trabalhar a favor, e não mais contra, da indicação de Messias no Senado.

Na conversa reservada na última terça, Lula quis saber qual é a situação do MDB em cada estado, inclusive em Minas. Em dezembro, os senadores Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL) haviam levado a ele a ideia de escolher um nome da sigla para ser seu candidato a vice-presidente. 

A hipótese não avançou desde então. Os emedebistas ressaltam que, antes de um movimento interno para conseguir votos suficientes a favor do embarque na chapa de Lula na convenção nacional do partido, precisaria haver o convite do presidente da República.

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