Adversário dos goianos vai usar a base durante a greve
A Ponte Preta vive uma das situações mais delicadas de sua história na Série B do Campeonato Brasileiro. Com o elenco profissional em greve por causa de salários atrasados, o clube relacionou 16 jogadores das categorias de base para cumprir o compromisso contra o América-MG, neste domingo (30), às 16h, no Independência, em Belo Horizonte.
Os jogadores profissionais paralisaram as atividades após cobrarem da diretoria o pagamento dos valores pendentes, alguns deles acumulados há até seis meses. Sem acordo, a comissão técnica também sofreu mudanças: Márcio Zanardi pediu demissão, enquanto 11 jogadores contratados deixaram o clube sem sequer estrear, em razão de três transfer bans aplicados pela Fifa. Para evitar um W.O., a Ponte decidiu recorrer aos jovens formados no próprio clube.
A equipe campineira ocupa a lanterna da Série B, com 10 pontos em 24 partidas, e não vence há 18 rodadas. O confronto com o América-MG, que tem 11 pontos e está na penúltima posição, será direto na luta contra o rebaixamento. Para tentar cumprir a tabela, a diretoria também chamou de volta o técnico Gilson Kleina, que inicia sua sexta passagem pelo clube.
A crise extracampo ainda terá reflexos importantes na reta final da competição, especialmente contra adversários goianos. A Ponte Preta já enfrentou o Vila Nova no returno e sofreu uma goleada histórica por 6 a 0, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. Ainda pela segunda metade da Série B, a Macaca terá pela frente o Atlético-GO, em 17 de outubro, no Estádio Antônio Accioly, e o Goiás, em 7 de novembro, no Estádio Hailé Pinheiro.
Com o clube mergulhado em dificuldades financeiras e administrativas, a diretoria busca alternativas para manter a Ponte Preta competitiva e evitar o rebaixamento. Uma das possibilidades em discussão é a transformação do clube em SAF, com uma proposta que, segundo as informações divulgadas, chegaria a R$ 1 bilhão para auxiliar no equacionamento das dívidas.
