Adson detalha transfer ban e diz que “chegará um grande jogador”

Adson detalha transfer ban e diz que “chegará um grande jogador”

SANÇÃO

O transfer ban refere-se a dívidas do clube com o uruguaio Alejo Cruz, que atuou em 75 jogos pelo Atlético entre as temporadas de 2024, ano em que acabou rebaixado, e 2025, marcando seis gols

Adson Batista (Foto: Raphael Teixeira/ACG)

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Johann Germano

O presidente do Atlético Adson Batista falou na noite deste domingo (12) sobre o transfer ban, punição administrativa da Fifa que sofreu em abril e impede o clube de registrar novos jogadores. O dirigente disse ainda que o clube espera contratar um nome de peso para a sequência da temporada.

“É um negócio complexo. A janela foi antecipada, nós estávamos trabalhando com uma situação diferente, buscando equacionar, porque não é simples. São valores vultuosos, e a gente buscando alternativas para que o Atlético consiga cumprir porque tem que cumprir. Nós caímos em uma situação muito ruim. Tivemos erros. Nós tínhamos que ter constituído um advogado lá na Suíça, na Fifa, isso era primordial, achamos que era simples e a conjuntura foi bem diferente. Mas nós vamos resolver o problema. Tanto é que chegou já o Peixoto aí que é um volante do jeito que a gente gosta , que marca forte. Vai chegar um grande jogador aí para o Atlético, estou trabalhando nisso, um jogador que vai ser uma das referências dessa competição”, revelou.

Transfer ban do Atlético na página da Fifa (Foto: Fifa)

O transfer ban refere-se a dívidas do clube com o uruguaio Alejo Cruz, que atuou em 75 jogos pelo Atlético entre as temporadas de 2024, ano em que acabou rebaixado, e 2025, marcando seis gols. À época, a diretoria não dificultou a saída do ponta-esquerda em julho do ano passado por entender que o rendimento do jogador vinha abaixo do esperado. Adson afirma que já está em negociação com os uruguaios para resolver a sanção.

“Essa questão nunca aconteceu com o Atlético. O Atlético foi ingênuo. A gente focou na nossa vida do dia a dia, nós fizemos um acordo com ele, no dia de assinar ele foi embora sem dar satisfação. A gente entendia que a gente tinha um direito bom. Mas lá na Fifa, você caiu lá, é sempre para o lado do jogador. É igual justiça trabalhista há um tempo atrás, porque hoje deu uma melhorada. Nós vamos ter que resolver o problema, o Atlético não pode ficar engessado. Nós estamos negociando com os uruguaios, já tem um número, e a gente também tem a possibilidade de depositar na Justiça do Trabalho, via CBF, um valor menor, mas aí tem que ser à vista, e eu preciso ter um parcelamento para o clube não ficar engessado com seu orçamento diário para poder cumprir com seus compromissos”, completou.

Alejo Cruz (Foto: Ingryd Oliveira/ACG)

A vitória de ontem (12) diante do Fortaleza fez o rubro-negro respirar na tabela, chegando à 10ª posição e se distanciando da zona de rebaixamento. O dirigente gostou da estreia do novo treinador Roger Silva e acredita que o rendimento da equipe na temporada tende a melhorar de agora em diante.

“O Atlético planeja sua logística, o Atlético é um clube profissional. Jogador que reclamar do Atlético tem que parar de jogar, porque o Atlético faz para os atletas o que qualquer time grande do país faz. O Atlético tem uma estrutura muito boa e o Roger é um cara que chegou e mostrou que tem feeling, tem capacidade de fazer um bom trabalho, teve uma leitura de jogo muito boa, parabéns pela estreia e aos jogadores pela disposição”, concluiu.

O próximo compromisso do Atlético é sábado (18), às 18h, horário de Brasília, contra o Athletic Club, pela 18ª rodada da competição, a penúltima do primeiro turno.

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