A resposta de Trump sobre novas eleições na Venezuela após queda de Maduro

A resposta de Trump sobre novas eleições na Venezuela após queda de Maduro

A Venezuela não vai ter novas eleições nos próximos trinta dias, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à NBC News nesta segunda-feira, 5, dois dias após a captura e prisão do ditador Nicolás Maduro. “Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter uma eleição. Não há como as pessoas sequer conseguirem votar”, disse Trump. “Não, isso vai levar um período de tempo. Nós temos — nós temos que cuidar do país até que ele recupere a saúde.”

Trump ainda afirmou que os EUA não estão em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos”, disse Trump. “Estamos em guerra com pessoas que vendem drogas. Estamos em guerra com pessoas que esvaziam suas prisões para o nosso país e despejam seus dependentes químicos e esvaziam seus hospitais psiquiátricos no nosso país.”

Trump disse também que os EUA podem contribuir com empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Segundo ele, esse projeto poderia levar 18 meses. “Acho que podemos fazer em menos tempo do que isso, mas vai custar muito dinheiro”, afirmou. “Uma quantia tremenda de dinheiro terá de ser gasta, e as empresas de petróleo vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou por meio de lucro.”

Trump afirmou que um grupo de autoridades americanas ajudarão a supervisionar o envolvimento do país na Venezuela, sob seu comando. Estão entre elas o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance.

Nesta segunda, Maduro compareceu ao tribunal do Distrito Sul de Nova York, se apresentou como presidente da República da Venezuela e afirmou ter sido “sequestrado” pelas forças militares americanas. Ele declarou-se inocente da acusações, que incluem conspiração de narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína.

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Na Venezuela, tomou posse como presidente interina a vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Na entrevista, Trump afirmou que Rodríguez tem cooperado com autoridades americanas, mas negou que tenha havido algum tipo de aviso ou comunicação entre os EUA e interlocutores dela antes da derrubada de Maduro.

Trump voltou a afirmar que os americanos estão preparados para um segundo ataque à Venezuela caso Rodríguez deixe de cooperar com os americanos, mas disse não acreditar que isso será necessário.

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