A estratégia de Moraes ao decretar nova prisão de Bacellar

A estratégia de Moraes ao decretar nova prisão de Bacellar

A prisão preventiva do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, foi restabelecida de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, sem pedido do Ministério Público ou da Polícia Federal.

Em sua decisão, Moraes justificou que, com a cassação do mandato de Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão da Alerj que revogou a primeira prisão do então deputado, em dezembro, perdeu o efeito.

O ministro argumentou ainda que, desde que Bacellar foi preso pela primeira vez, sua situação na Justiça se complicou. O ex-deputado foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por obstrução de investigação.

“Desse modo, é patente a necessidade da decretação da prisão em face da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, bem como a ordem pública”, escreveu Moraes.

Em nota, dos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval, que defendem o ex-deputado classificaram a medida como “indevida e desnecessária” e anunciaram que não recorrer. “Nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas”, diz a manifestação.

Bacellar foi cassado na última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, no mesmo julgamento que deixou o ex-governador Cláudio Castro.

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