homem que matou ex no Bosque dos Buritis é condenado
Johnatan Rodrigues Barbosa foi condenado a 38 anos e 4 meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Cleidslane Henrique de Oliveira, em Goiânia. O crime aconteceu em 18 de novembro de 2025, em frente ao Centro Livre de Artes, no Bosque dos Buritis, Setor Oeste, em Goiânia. O homem foi até o local de trabalho da vítima e a surpreendeu com um golpe de faca. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), Johnatan não aceitava o fim do relacionamento, encerrado cerca de dois meses antes do crime, e aguardou um momento em que Cleidslane estava sozinha e concentrada no trabalho para atacá-la. Ele era monitorado por tornozeleira eletrônica.
O relacionamento do casal durou cerca oito meses. Conforme a denúncia, durante esse período, Johnatan tinha comportamento controlador e demonstrava sentimento de posse com frequência. Entre as atitudes apontadas pelo MPGO estavam restrições às roupas usadas pela companheira e discussões relacionadas às despesas da casa. O homem também não teria pago algumas contas da residência, o que levou ao corte dos serviços de água e energia elétrica.
Cerca de dois meses antes do feminicídio, ela decidiu terminar o relacionamento e passou a cobrar do ex-companheiro os valores que estavam pendentes. Para o Ministério Público, Johnatan não aceitava a separação.
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Crime premeditado e à luz do dia
No dia do crime, o homem foi até o local onde a ex-companheira trabalhava e permaneceu nas proximidades observando a vítima. Ele chegou a passar por ela enquanto ela cumprimentava um colega. Enquanto a vítima trabalhava, Johnatan se aproximou de forma inesperada e a atingiu com uma faca no tórax. Em seguida, deixou o local. Ela não resistiu ao ferimento e morreu.
Para o MPGO, o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar e foi cometido de forma que dificultou qualquer reação. A acusação sustentou que o réu esperou um momento em que a ex-companheira estava sozinha e concentrada no trabalho para atacá-la.
Durante o julgamento, a promotora de Justiça Renata de Oliveira Marinho e Sousa defendeu a condenação conforme a decisão de pronúncia. A defesa pediu que a conduta fosse desclassificada de feminicídio para homicídio, mas os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime.
Na sentença, o juízo considerou especialmente elevada a culpabilidade do réu. Entre os pontos destacados estão o fato de o ataque ter ocorrido no local de trabalho, em plena luz do dia, e a forma como ele teria dissimulado a intenção antes de surpreendê-la.
As consequências da morte também pesaram na definição da pena. A vítima deixou um filho de 15 anos, que dependia dela para o próprio sustento. A sentença também considerou o vínculo de carinho e afeto entre os dois.
Johnatan que já está preso preventivamente desde a fase anterior ao processo, deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
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