A possibilidade de virada na disputa Tarcísio x Haddad, segundo diretor do Paraná Pesquisas

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A vantagem de Tarcísio de Freitas sobre Fernando Haddad é hoje suficientemente ampla para indicar uma vitória do governador de São Paulo já no primeiro turno, segundo o novo levantamento do Paraná Pesquisas. O diretor do instituto, Murilo Hidalgo, comentou nesta quarta-feira, 19, em entrevista ao telejornal VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, que uma possibilidade de virada do candidato petista é improvável. Para Hidalgo, apenas um eventual fato imponderável poderia mudar o cenário eleitoral. “Eu acho muito pouco provável que o Haddad consiga uma virada. Ele precisa de um fato relevante”, afirmou ele. (este texto é um resumo do vídeo acima).
A pesquisa mostra Tarcísio com 50% das intenções de voto, contra 33,8% de Haddad. Os demais candidatos aparecem com percentuais abaixo de 2%. Em um eventual segundo turno, o governador também mantém uma vantagem expressiva: 53% contra 36,9% de Haddad. O levantamento ouviu 1.680 eleitores paulistas, entre os dias 16 e 18 de agosto, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Por que a vantagem de Tarcísio é tão difícil de superar?
Para Hidalgo, não se trata apenas da distância nas intenções de voto. O governador também apresenta uma rejeição menor que a de Haddad, combinação que, segundo o diretor do Paraná Pesquisas, amplia sua vantagem. “Pela pesquisa, pela realidade de hoje, o Tarcísio tem uma vitória folgada sobre o Haddad”, afirmou.
Outro fator apontado pelo analista é a condição de Tarcísio como governador. Na avaliação de Hidalgo, estar no comando do estado também representa uma vantagem eleitoral para o atual governador, tornando ainda mais difícil uma reação de Haddad no cenário medido pela pesquisa.
Onde Haddad pode encontrar espaço para reagir?
O principal desafio para Haddad, segundo Hidalgo, está no interior paulista. Na capital e na região metropolitana, o diretor do instituto descreveu o cenário como próximo de um empate técnico. No interior, porém, a vantagem de Tarcísio seria “muito, muito grande” em relação ao adversário.
É nesse quadro que Hidalgo coloca a hipótese de uma mudança capaz de alterar a trajetória da campanha. Sem um acontecimento extraordinário, diz ele, o simples desenrolar da disputa e a discussão dos temas eleitorais dificilmente seriam suficientes para produzir uma virada.
Quem são os 15% que podem mudar o jogo?
O levantamento também identificou um eleitorado que pode ser decisivo para as estratégias dos dois lados: cerca de 15% dos paulistas, segundo Hidalgo, afirmam que votariam em Tarcísio para o governo de São Paulo e em Lula para a Presidência. Esse grupo cria um cálculo delicado para ambos. “Isso faz com que tanto Tarcísio quanto Lula tenham que pensar muito bem nas suas estratégias para não perder voto”, afirmou o diretor do Paraná Pesquisas.
A questão ganha peso porque a aproximação de Tarcísio com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, segundo Hidalgo, poderia provocar a perda de parte desses eleitores. O movimento inverso também seria possível: uma presença mais intensa de Lula na campanha de Haddad poderia afastar eleitores que apoiam o presidente na disputa nacional, mas preferem Tarcísio para o governo paulista.
Tarcísio pode abrir mão desse eleitorado?
Na avaliação de Hidalgo, essa é uma das principais dúvidas colocadas pelo levantamento. Com uma vantagem tão ampla sobre Haddad, Tarcísio poderia, em tese, assumir determinados movimentos políticos mesmo que isso custasse parte dos 15% de eleitores que fazem escolhas diferentes para os dois cargos. “A dúvida que fica é se o Tarcísio, em algum momento, pode abrir mão desses 15%”, disse Hidalgo. Para ele, mesmo que o governador perdesse parte desse eleitorado, a vantagem atual ainda seria suficiente para garantir sua vitória no primeiro turno.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
